- A Alemanha deverá apresentar uma proposta para uma missão conjunta da NATO no Ártico, incluindo a Gronelândia, território autónomo dinamarquês, segundo a Bloomberg.
- A ideia é monitorizar e proteger interesses de segurança na região, numa altura em que Washington tem mostrado desejo de afirmar controlo sobre a Gronelândia.
- A possível missão, chamada Sentinela do Ártico, poderá seguir o modelo da Sentinela do Báltico, iniciada pela NATO há cerca de um ano.
- O vice‑chanceler alemão, Lars Klingbeil, pediu aos EUA que respeitem a soberania da Gronelândia, dizendo que a decisão sobre o futuro da região cabe exclusivamente à Dinamarca e à Gronelândia.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, realçou a importância da segurança na região do Ártico e a cooperação com os parceiros da NATO.
A Alemanha deverá apresentar uma proposta de missão conjunta da NATO no Ártico, região que inclui Gronelândia, autónoma da Dinamarca. A iniciativa visa monitorizar e proteger interesses de segurança na zona, reduzindo tensões com Washington.
Segundo a Bloomberg, duas fontes próximas do governo alemão dizem que a missão poderá ter o mesmo modelo da Sentinela do Báltico, iniciada há cerca de um ano. Gronelândia deverá integrar o mandato.
Além disso, o objetivo é assegurar infraestruturas críticas e reforçar a cooperação entre aliados, mantendo o foco na estabilidade regional e na soberania dos países envolvidos.
Proposta e posição de aliados
O vice-chanceler alemão, Lars Klingbeil, viaja a Washington para abordar a questão no contexto de uma reunião do G7. Klingbeil afirmou que a Gronelândia e a Dinamarca decidem sobre o território, e que a soberania deve ser respeitada.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, reforçou à Bild am Sonntag que a política de segurança na região do Ártico ganha nova importância, destacando a cooperação entre aliados.
Washington tem manifestado interesse em reforçar a presença na Gronelândia, território autónomo dinamarquês, o que motivou leitura de possíveis propostas de atuação da NATO para a região.
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