- Agricultores franceses mantêm bloqueios em autoestradas e estradas, com um protesto adicional na entrada do porto de Le Havre contra o acordo UE-Mercosul.
- Em Catalunha, agricultores e criadores de gado ligados ao colectivo Revolta Pagesa continuam a bloquear a AP-7, a N-II na província de Girona e a C-16 em Berga, além de accessos ao Porto de Tarragona.
- Trata-se do quarto dia de mobilizações na Catalunha contra o Tratado de Comércio Livre entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), que se pretende assinar no próximo dia 17 de janeiro, apesar da oposição de França.
- A Generalitat tenta mediação com uma reunião entre agricultores e o presidente da Generalitat, mas os manifestantes querem falar diretamente com o ministro da Agricultura, Luis Planas; ainda não há calendário de cancelamentos.
- No Porto de Le Havre, o grupo francês prevê protestar de forma escalonada com estimativas de cinco mil camiões por dia, enquanto o grupo Revolta Pagesa mantém as ações sem data de término.
Agricultores franceses mantêm hoje bloqueios em autoestradas e estradas, sobretudo no sul de França, com um novo protesto na entrada do porto de Le Havre. A ação visa contrariar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Além dos franceses, agricultores e criadores de gado catalães, convocados pelo colectivo Revolta Pagesa, mantêm bloqueios na AP-7, N-II, e na C-16, em Gerona e Berga, assim como no acesso ao Porto de Tarragona. Trata-se do quarto dia de mobilizações na Catalunha contra o tratado.
Os manifestantes pretendem impedir a passagem de alimentos que não cumpram as normas sanitárias e ambientais impostas aos produtores europeus. O movimento defende que o acordo pode provocar desigualdades no setor agrícola europeu.
Contexto do acordo UE-Mercosul
Os protestos ocorrem num momento de negociação do acordo de comércio livre entre a UE e o Mercosul, em negociações há mais de 25 anos. A assinatura está prevista pela UE para o próximo dia 17 de janeiro, apesar da oposição de França.
Fontes da Revolta Pagesa indicam que não há calendário para terminar os protestos, segundo a agência EFE. O objetivo é manter pressão enquanto as negociações se mantêm em curso.
Na França, os agricultores organizam um rodízio entre o norte do país e departamentos vizinhos, com foco em evitar bloqueios totais do porto de Le Havre, explicou Justin Lemaitre. A ideia é manter impacto noturno sem paralisar a atividade portuária.
No fim de semana anterior, entre 250 a 300 agricultores reuniram-se na ponte da Normandia e seguiram para o porto de Le Havre, numa mobilização associada ao tema Mercosul, com faixas de protesto.
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