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Zapatero, mediador, envolve libertação de espanhóis e o rumo da Venezuela

Zapatero, mediador na Venezuela, é elogiado pelo chavismo pela libertação de presos, mas criticado pela libertação de um triplo homicida

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  • José Luis Rodríguez Zapatero, antigo presidente espanhol, volta a ser figura-chave na Venezuela, sendo publicamente elogiado pelo chavismo pelo seu papel na libertação de presos.
  • O mediador manteve um canal aberto com Nicolás Maduro e, mais tarde, com os irmãos Delcy e Jorge Rodríguez, defendendo o diálogo como caminho para a paz.
  • Em julho de 2025, deu-se uma troca que incluiu a libertação de Dahud Hanid Ortiz, ex-fuzileiro norte-americano de origem venezuelana, condenado a 30 anos de prisão pelo triplo homicídio em Madrid, em 2016.
  • Entre os libertados constam cinco cidadãos espanhóis, assistidos pela embaixada de Espanha em Caracas, que se preparam para regressar ao seu país.
  • O anúncio recente, feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, reconhece a importância de Zapatero, com Lula da Silva e o Qatar também identificados como intervenientes na mediação.

José Luis Rodríguez Zapatero voltou a estar no centro da política venezuelana, atuando como mediador na libertação de presos e recebendo elogios do chavismo. O antigo presidente espanhol (2004-2011) tem desenvolvido um papel contínuo em Caracas há mais de uma década.

O papel de Zapatero ganhou destaque após a libertação de um conjunto de detidos, entre os quais cidadãos espanhóis, com reconhecimento público das autoridades venezuelanas. O ex-líder espanhol é visto como uma peça-chave no diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e setores da oposição.

Contexto recente

A 3 de julho de 2025, ocorreu uma negociação entre Estados Unidos e Venezuela que resultou na libertação de Dahud Hanid Ortiz, ex-fuzileiro norte-americano de origem venezuelana, condenado a 30 anos por triplo homicídio em Madrid. Em troca, foram libertados 252 venezuelanos já detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT) em El Salvador.

Quinta-feira, após a suposta captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, o regime venezuelano voltou a reconhecer o papel de Zapatero. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, anunciou a libertação de um “número importante de pessoas” e agradeceu a Zapatero, a Lula e o Qatar, descrevendo o gesto como uma medida para consolidar a paz.

Liberados e reações

Entre os libertados de acordo com o governo espanhol estão cinco cidadãos espanhóis: Andrés Martínez Adasme, José María Basoa Valdovinos, Ernesto Gorbe Cardona, Miguel Moreno Dapena e Rocío San Miguel. A embaixada de Espanha em Caracas acompanha os casos e confirmou que os libertados se prepararão para regressar a Espanha.

Jorge Rodríguez rejeitou que as libertações tenham sido impostas por pressões externas, afirmando que o gesto visa a convivência nacional. Ainda assim, a influência internacional permanece evidente, com envolvimento público de Lula da Silva e apoio discreto do Qatar.

Perspetivas

Para Zapatero, a libertação anunciada valida uma estratégia de diálogo contínuo desde 2015, quando iniciou as negociações com o chavismo. Críticos referem o risco de reabrir discussões sobre os limites da mediação, especialmente à luz do caso do triplo homicídio ligado a Dahud Ortiz.

O papel de Lula da Silva também é destacado, com o Brasil tendo tido abertura para acolher libertados que optassem por não permanecer na Venezuela. O Qatar tem atuado como mediador discreto entre chavismo, oposição e EUA, ao longo de negociações eleitorais recentes.

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