- Protests começaram em Teerão, espalharam-se a mais de 100 cidades em 31 províncias, desde 28 de dezembro.
- A elevada inflação, o aumento de preços de bens essenciais e o descontentamento com o poder político são apontados como motivação principal.
- O Banco Central encerrou um regime de acesso preferencial a dólares para alguns importadores, o que ampliou falhas no abastecimento e tarifas para os bazaaris.
- O movimento ganhou adesão em várias regiões, incluindo as províncias de Ilam e Lorestan, com críticas amplas ao regime.
- Pelo menos 51 manifestantes, incluindo nove menores, faleceram desde o início dos protestos, segundo a organização Iran Human Rights.
- O Presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que haverá consequências severas se houver mortos entre manifestantes, enquanto o Líder Supremo, Ali Khamenei, acusou agentes internos de tentarem agradar Washington.
O Irão vive dias de tensão desde 28 de dezembro, quando começaram protestos contra o custo de vida. As manifestações começaram em Teerão e alastraram-se a mais de 100 cidades de 31 províncias, numa escalada que já causou dezenas de mortes.
Segundo a organização Iran Human Rights, já morreram pelo menos 51 manifestantes, entre eles nove menores, nos primeiros 13 dias de contestação. Os incidentes estendem-se por todo o país, inclusive às províncias de maioria curda de Ilam e Lorestan, na fronteira com o Iraque.
O que desencadeou o movimento foi a inflação e o descontentamento com o poder político. Nos últimos dias, o aumento de preços de bens essenciais, como frango e óleo, agravou a pressão sobre a população. Paralelamente, o Banco Central cortou um programa que ajudava importadores a obter dólares mais baratos, o que levou bazaaris a subir preços ou fechar portas.
Contexto económico e social
A subida de preços dos produtos básicos intensificou o descontentamento popular, com relatos de escassez em alguns supermercados. A decisão cambial também gerou impacto entre comerciantes, que respondem com ajustamentos de preços.
Liderança política e resposta internacional
O regime é liderado pelo Líder Supremo Ali Khamenei, no poder desde 1989. Em 2024, o presidente eleito foi Masoud Pezeshkian, com poder limitado pela influência do líder. Reza Pahlavi, filho do último Xá, tem ganhado apoio entre os manifestantes como alternativa política.
Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou que haveria consequências severas se manifestantes forem mortos. Numa intervenção televisiva, o líder iraniano criticou elementos internos que, alegadamente, procuram agradar Washington, defendendo que a nação não recuará.
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