- Os protestos no Irão já duram 13 dias, com pelo menos 51 mortos, incluindo nove menores, segundo a Iran Human Rights.
- A origem foi nos bazares de Teerã, diante da inflação e das escassez de óleo alimentar e frango, com a contestação a espalhar-se pelo país.
- O banco central encerrou um programa que facilitava dólares mais baratos para importadores, o que elevou preços; o governo tentou conter com subsídios, sem sucesso total.
- Cerca de 100 cidades aderiram aos protestos; as forças de segurança, com armas, foram mobilizadas para controlar as manifestações.
- O movimento é visto como uma das maiores ondas de protestos desde a morte de Mahsa Amini, em 2022; o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou responder, enquanto o aiatolá Ali Khamenei pediu que se trate dos problemas internos.
Os protestos no Irão, iniciados há 13 dias, já causaram pelo menos 51 mortos, entre eles nove menores, segundo a Iran Human Rights. As manifestações começaram nos bazares de Teerã e alastraram-se ao país, impulsionadas pela crise económica e pela escassez de produtos básicos.
A inflação elevada levou ao encarecimento de itens como óleo alimentar e frango, provocando quebras de abastecimento em várias lojas. O governo tentou conter as ruas com subsídios, mas os protestos continuaram a intensificar‑se por todo o território.
Os acontecimentos tornaram‑se nos maiores movimentos de rua do Irão em anos, com milhares de pessoas a pedir mudanças políticas. A repressão estatal tem sido intensa, com relatos de uso de força pelas autoridades.
Desencadeadores e dinâmica
Segundo a imprensa internacional, o reforço das tensões teve início nos bazares, habitualmente próximos ao regime, estendendo‑se para outras regiões. A origem económica converge com descontentamentos mais amplos sobre o funcionamento do poder.
As autoridades cortaram um programa do banco central que facilitava dólares mais baratos a importadores, o que atirou para cima os preços no comercio. Alguns lojistas fecharam portas; o esforço governamental para aliviar o impacto não travou a propagação dos protestos.
Cenário político e resposta internacional
As manifestações já envolvem várias cidades, com apelos públicos a mudanças. A polícia e paratos de segurança movem‑se para conter concentrações, com relatos de mobilização de grandes contingentes.
Numa escalada diplomática, o presidente norte‑americano e o líder iraniano trocaram mensagens com tom de ameaça recíproca. O governo iraniano afirmou que não recuará, enquanto Donald Trump advertiu consequências caso haja mais vítimas entre os manifestantes.
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