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Declaração de Paris reúne aliados, Ucrânia e EUA pela primeira vez

Declaração de Paris coloca EUA como mediador pela primeira vez e cria célula de coordenação para garantias de segurança da Ucrânia

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  • Em Paris, líderes da Coligação das Vontades, da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se e criaram a Declaração de Paris, com uma célula de coordenação sediada na capital francesa.
  • Pela primeira vez, os Estados Unidos participaram como mediadores, com Witkoff e Kushner, num papel de monitorização e verificação do cessar-fogo.
  • O documento prevê garantias de segurança robustas, incluindo apoio militar a longo prazo, financiamento, acesso a reservas de defesa e cooperação orçamental com Kiev.
  • Estabelece a criação de uma Força Multinacional para a Ucrânia, destinada a ajudar na reconstrução das forças armadas e a dissuadir quebras do cessar-fogo.
  • Compromisso vinculativo de apoiar a Ucrânia em caso de novo ataque, através de capacidades militares, medidas diplomáticas ou sanções económicas, e cooperação na defesa.

A cidade de Paris alojou, nesta terça-feira, um encontro decisivo para definir garantias de segurança após o cessar-fogo na Ucrânia. Líderes da Ucrânia, dos EUA e de países alinhados na chamada Coligação das Vontades apresentaram a Declaração de Paris e criaram uma célula de coordenação na capital francesa.

A grande novidade foi a participação formal dos Estados Unidos, representados por Steve Witkoff e Jared Kushner. Mesmo não integrando a coligação, Washington assumiu um papel de mediação e apoio ao processo de paz, conforme explicado pelos enviados após estágios da reunião.

A Declaração de Paris afirma o compromisso com uma paz justa e duradoura, em linha com a Carta das Nações Unidas, e define cinco pilares estruturais. O primeiro é um mecanismo de monitorização e verificação do cessar-fogo, liderado pelos EUA, com atuação na Comissão Especial.

Os participantes também se comprometem a manter apoio militar à Ucrânia, incluindo armamento a longo prazo para sustentar a capacidade das Forças Armadas frente a violações do cessar-fogo. O texto prevê financiamento, reservas de defesa, apoio técnico e cooperação orçamental.

Um terceiro pilar prevê a criação de uma Força Multinacional para a Ucrânia, financiada por contribuições dos membros, destinada a apoiar a reconstituição das capacidades militares e a dissuadir eventuais quebras do cessar-fogo.

O quarto ponto estabelece um compromisso vinculativo de apoio à Ucrânia em caso de novo ataque, com o uso de capacidades militares ou meio diplomático e económico. Por fim, os países vão cultivar cooperação mútua no âmbito da defesa com Kiev.

No follow-up da reunião, o Presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu a declaração como um passo significativo, sublinhando a convergência operacional entre os 35 países da coligação, a Ucrânia e os EUA para garantias de segurança sólidas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou que os compromissos contêm documentos substanciais com conteúdo concreto. Reconheceu avanços na definição de liderança de elementos de garantia de segurança terrestre, aéreo, marítimo e de reconstrução.

Zelensky ressaltou progressos com os negociadores norte-americanos e mencionou discussões sobre garantias de segurança bilaterais, para além das garantias coletivas, bem como mecanismos de monitorização de violações previstas num eventual acordo com Moscovo.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o objetivo está mais próximo, mas advertiu para o caminho difícil que ainda resta. O chanceler alemão, Friedrich Merz, elogiou o progresso partilhado entre Europa, Ucrânia e EUA e admitiu a possibilidade de presença alemã numa fronteira da NATO.

Merz também indicou que nada está excluído no momento, enfatizando o foco na contribuição europeia para a Ucrânia após o cessar-fogo. A reunião em Paris, segundo os participantes, marca um marco na cooperação internacional para a segurança da região.

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