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Governo da Gronelândia rejeita pânico e busca cooperação com EUA

Gronelândia rejeita pânico diante das ameaças dos Estados Unidos e assume postura mais firme, defendendo cooperação com Washington sem comprometer a soberania

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Prime Minister of Greenland Jens-Frederik Nielsen delivers a speech at the European Parliament in Strasbourg, France, 08 October 2025. The current plenary session runs from 06 October until 09 October 2025.
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  • O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen pediu para evitar pânico e defender cooperação com os Estados Unidos face às ameaças de ocupação.
  • A Gronelândia adotará uma postura mais firme e quer restabelecer a cooperação com Washington.
  • O território, com 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos e uma localização estratégica; os EUA já lá mantêm uma base militar e operaram cerca de dez durante a Guerra Fria.
  • A União Europeia afirmou que a Gronelândia não está à venda, defendendo a soberania e a integridade territorial.
  • Uma sondagem de janeiro de 2025 aponta que 85% dos gronelandeses são contra a anexação pelos EUA, frente a 6% a favor.

O primeiro-ministro da Gronelândia afirmou, esta segunda-feira, que o território autónomo dinamarquês deve evitar o pânico perante ameaças de ocupação dos Estados Unidos, e defender uma cooperação firme com Washington. Nielsen apelou a uma resposta calma e a uma reativação de parcerias.

Nielsen sublinhou que a Gronelândia não está sob ameaça de conquista e que a prioridade é manter uma postura firme, sem abandonar a cooperação existente. O líder do governo regional pediu evitar comparações com outras situações internacionais.

A entrevista ocorreu em Nuuk, capital da Gronelândia, numa conferência de imprensa onde o primeiro-ministro reiterou a defesa da democracia no território e o desejo de manter canais abertos com os EUA, sem ceder a pressões externas.

Contexto

A Gronelândia é um território autónomo com cerca de 57 mil habitantes e recursos minerais significativos, muitos por explorar. A localização estratégica do território é apontada como relevante para a geopolítica regional.

Os EUA já possuem uma base militar na Gronelândia e operaram outras instalações durante a Guerra Fria, mantendo, hoje, uma presença estratégica no território.

Reação internacional

A União Europeia afirmou que a Gronelândia não é um território à venda, numa leitura direta às ameaças norte-americanas. A porta-voz Paula Pinho reiterou o compromisso com a soberania e a integridade territorial.

A porta-voz Annitta Hipper reforçou que a UE defenderá os princípios de soberania nacional e fronteiras invioláveis, especialmente quando um Estado-Membro vê a sua integridade questionada.

Líderes europeus apoiaram Copenhaga e Nuuk, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a manifestar solidariedade à Dinamarca. A Comissão Europeia apelou ao respeito pela soberania e pela integridade territorial.

Questionada sobre implicações para a Gronelândia no contexto de um ataque à Venezuela, a imprensa internacional nota que a missão norte-americana é apresentada como uma questão para avaliação entre aliados.

Perspectiva pública e dados

Uma sondagem de janeiro de 2025 indica que 85% dos gronelandeses são contrários à anexação pelos EUA, contra 6% que se mostram favoráveis. Os números refletem o consenso público sobre a soberania do território.

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