- Maduro participou de uma entrevista gravada na véspera de Ano Novo (31 de dezembro) e exibida a 1 de janeiro, na qual propõe negociações sérias com os EUA sobre o combate ao tráfico de drogas e oferece acesso facilitado ao petróleo venezuelano.
- O venezuelano descreveu uma conversa de 10 minutos com o presidente dos EUA, Donald Trump, ocorrida a 21 de novembro na Casa Branca, considerando o contato “respeitoso” e “agradável”.
- Maduro afirmou que a Venezuela está disposta a aceitar investimentos dos EUA, incluindo da Chevron, e que vê o povo americano como irmãos e amigos.
- A entrevista acontece pouco depois de Trump ter dito que os EUA planearam atacar a Venezuela a 31 de dezembro, plano que não avançou por más condições climáticas.
- Em 26 de dezembro, Maduro acusou os EUA de tentar impor um modelo de dominação colonial e prometeu resistir a tentativas de “roubar os recursos naturais” da Venezuela.
A última entrevista de Nicolás Maduro foi gravada na véspera de Ano Novo, 31 de dezembro, e foi exibida na noite de 1 de janeiro pela televisão estatal. Os EUA teriam planeado atacar a Venezuela naquele dia, mas o ataque não avançou devido a más condições meteorológicas, segundo Donald Trump.
Na conversa, Maduro diz ter feito uma proposta de negociações sérias sobre o combate ao tráfico de drogas com os EUA, oferecendo às empresas americanas acesso facilitado ao petróleo venezuelano. A entrevista mostra o líder num carro, com o jornalista Ignácio Románet ao lado, e a mulher do Presidente, Cilia Flores, no banco de trás.
O diálogo que Maduro descreve inclui uma ligação de cerca de 10 minutos com Donald Trump na sexta-feira 21 de novembro, durante a qual o Presidente norte-americano o teria tratado por senhor Presidente Maduro e a conversa teria sido agradável, segundo o entrevistado.
Maduro reforça que a Venezuela está disposta a manter relações positivas com o povo dos EUA, olhando para eles como irmãos e amigos, e que está aberto a um acordo para combater o tráfico de drogas. Tem ainda a intenção de aceitar investimentos dos EUA, incluindo da Chevron.
Além disso, o chefe de Estado venezuelano afirma que a Venezuela está pronta para receber investimentos norte-americanos, em termos e condições ainda a definir, desde que sejam feitos conforme desejar pelo país. A entrevista foi gravada dias antes, com a divulgação a gesto público.
Poucos dias antes, a 26 de dezembro, Maduro criticou os EUA por tentarem impor um modelo de dominação colonial e esclavagista, assegurando que os esforços de Washington para extrair recursos naturais da Venezuela não teriam sucesso.
Entre na conversa da comunidade