- Índia, Paquistão e Emirados Árabes Unidos condenaram o alegado ataque à residência do presidente Vladimir Putin.
- O embaixador dos Estados Unidos na NATO questionou a acusação russa e pediu ver dados dos serviços de inteligência.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia negou o ataque e disse que a Rússia não apresentou provas plausíveis.
- O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, afirmou que mais de noventa drones ucranianos visaram a residência em Novgorod e foram interceptados; Moscovo disse manter negociações de paz com os Estados Unidos, apesar do incidente.
- Reações de Modi (Índia), Shehbaz Sharif (Paquistão) e do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos foram de preocupação ou condenação; Macron afirmou não haver provas concretas.
Indiа, Paquistão e Emirados Árabes Unidos condenaram hoje o alegado ataque a uma residência do Presidente russo, Vladimir Putin. A Ucrânia nega o incidente e os EUA questionam a veracidade das alegações. O anúncio foi feito pelo Kremlin horas após um encontro entre Trump e Zelensky, na Flórida, durante negociações de paz. O suposto alvo fica na região de Novgorod, no noroeste da Rússia.
Segundo o Kremlin, os acontecimentos teriam ocorrido durante o fim de semana, com Putin supostamente a residir na casa. Delegações estrangeiras destacaram a importância de manter o foco nas negociações de paz, apesar das acusações.
Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin evitou apresentar provas, afirmando apenas que as negociações podem ser impactadas. O governo russo disse que vai endurecer a posição negocial, sem abandonar as conversações com os EUA.
Reações internacionais
O embaixador dos EUA na NATO questionou a veracidade da acusação russa, pedindo dados aos serviços de informações. A França afirmou que não existem provas concretas que sustentem as alegações russas, mesmo após verificação com parceiros.
O primeiro-ministro indiano mostrou preocupação com os relatos, apelando ao retorno às negociações de paz. No Paquistão, o primeiro-ministro classificou o suposto ataque como ato hediondo. Os Emirados Unidos qualificaram o ocorrido como deplorável.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano expressou decepção com as declarações de países próximos a Moscou, e reiterou que não houve ataque algum. A Ucrânia pediu provas claras antes de qualquer conclusão pública.
A invasão da Ucrânia pela Rússia começou em 2022, com a justificação de proteger minorias pró-russas e “desnazificar” o país, que desde então tem procurado maior aproximação com a Europa.
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