- Grandes interrupções de 2025 incluem AWS, PlayStation Network e Cloudflare, com milhões de relatórios e impactos globalmente, evidenciando o risco de concentração em infraestruturas digitais.
- AWS sofreu o maior incidente a 20 de outubro: mais de 17 milhões de avisos no Downdetector, com interrupção superior a 15 horas devido a falha na gestão automatizada de DNS ligada ao DynamoDB na região US-EAST-1, afetando serviços e plataformas como Snapchat, Netflix e lojas online.
- PlayStation Network foi a segunda maior falha global a 7 de fevereiro, com mais de 3,9 milhões de relatórios e duração superior a 24 horas, impedindo acesso a jogos online como Call of Duty e Fortnite, por falha interna na própria plataforma.
- Cloudflare registou a terceira maior falha, a 18 de novembro, com cerca de 3,3 milhões de relatórios e quase cinco horas de indisponibilidade, afetando sites, apps e APIs que dependem da sua rede.
- Em perspetiva regional, a Europa teve maior concentração em PSN (1,7 milhões) e Snapchat associado à AWS (989 mil); no Reino Unido houve interrupção da Vodafone em 13 de outubro (833 mil) devido a software de fornecedor; nos EUA/Canadá, PSN lidera, seguido por YouTube (1,5 milhão); na Ásia-Pacífico, X (645 mil) lidera, seguido pelo Snapchat ligado à AWS; na América Latina, YouTube (183 mil) e AWS (164 mil); no Médio Oriente/África, Du (28 mil) e Cloudflare (28 mil.); a matéria indica necessidade de redundância, monitorização e resiliência para mitigar futuras interrupções.
A análise da Ookla, com base em relatórios do Downdetector, revela as maiores interrupções de serviços digitais em 2025. O estudo mapeia falhas de infraestruturas cloud e plataformas de consumo, destacando o risco de dependência de poucos fornecedores.
O maior incidente ocorreu a 20 de outubro, quando a Amazon Web Services (AWS) registou falhas na região US-EAST-1. O problema, de gestão automática de DNS ligada ao DynamoDB, provocou mais de 17 milhões de avisos e esteve na base de interrupções em serviços como Snapchat, Netflix e lojas online.
A segunda maior falha global chegou a 7 de fevereiro, com a PlayStation Network a ficar indisponível por mais de 24 horas. O impacto atingiu jogos populares como Call of Duty e Fortnite, sem indicação de intervenção externa de provedores de cloud.
Incidências significativas por região
A Cloudflare registou a terceira maior interrupção, a 18 de novembro, durando quase cinco horas. A falha afetou sites, apps e APIs que dependem da sua rede, evidenciando os efeitos de uma interrupção em fornecedor intermediário.
Na Europa, a PlayStation Network liderou as notificações, seguido pelo Snapchat relacionado com a falha de AWS. No Reino Unido, a Vodafone registou uma queda de 4G/5G a 13 de outubro por um software de fornecedor, considerado não malicioso.
Na América do Norte, a PlayStation Network também teve o maior volume de relatos, com o YouTube em segundo lugar a 15 de outubro. Na região Ásia-Pacífico, o X (antigo Twitter) teve mais de 645 mil notificações a 10 de março, com o Snapchat a seguir pela falha da AWS.
Perspetiva regional adicional
Na América Latina, o YouTube liderou com 183 mil relatos a 15 de outubro, enquanto a AWS teve impacto significativo com 164 mil denúncias na mesma data. No Médio Oriente e África, o operador du registou 28 mil relatos a 8 de fevereiro, seguido pela falha da Cloudflare.
A análise conclui que há um risco sistémico crescente pela concentração de infraestruturas digitais. Recomenda-se redundância, melhor monitorização e estratégias de resiliência para mitigar futuras interrupções.
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