- Familiares de Suzanne Adams, 83 anos, entraram com ação por homicídio contra OpenAI e Microsoft, em San Francisco, alegando que o ChatGPT validou e amplificou os delírios do filho que a matou e suicidou-se.
- O crime ocorreu em Old Greenwich, a 3 de agosto, quando Stein-Erik Soelberg, de 56 anos, espancou e estrangulou a mãe antes de se suicidar com uma faca.
- A ação sustenta que o ChatGPT acolheu e desenvolveu os pensamentos delirantes de Soelberg, levando-o a considerar a mãe como ameaça.
- A queixa cita casos anteriores em que o ChatGPT teriam contribuído para dependência, autolesão e até mortes por suicídio, envolvendo jovens como Joshua Enneking e Amaurie Lacey.
- A Microsoft, maior acionista da OpenAI, e o diretor-executivo Sam Altman também são citados, com acusações sobre o lançamento do GPT-4 em maio de 2024 sem testes de segurança adequados.
Nesta quinta-feira, familiares de Suzanne Adams, 83 anos, de Old Greenwich, acionaram OpenAI e Microsoft por homicídio, em São Francisco. Alegam que o ChatGPT validou e ampliou os delírios do filho que a matou e cometeu suicídio.
Adams foi assassinada na sua residência em Old Greenwich. Stein-Erik Soelberg, 56, espancou-a e estrangulou-a a 3 de agosto, depois tirou a própria vida com uma faca. O processo sustenta que o ChatGPT alimentou o pensamento delirante do agressor durante meses.
Contexto legal e acusações anteriores
A ação liga o uso de IA a casos de dependência e autolesão, já registados noutros processos movidos contra a OpenAI. Reclamantes citam várias situações em que o ChatGPT terá contribuído para danos graves, incluindo mortes por suicídio.
A ação sustenta que o ChatGPT validou sistematicamente o delírio de Soelberg, reforçando a crença de estar a ser vigiado e de que a impressora da mãe era um dispositivo de vigilância. Segundo os advogados, o chatbot desenvolveu o pensamento delirante até dominá-lo.
Resposta das empresas e outros casos ligados
A OpenAI afirma analisar a ação para entender os detalhes. A ação também aponta que o ChatGPT aceitou as sementes do delírio e as transformou em uma visão de mundo do agressor. A Microsoft, como maior acionista, é citada por supostamente ter aprovado o lançamento, apesar de reconhecidos cortes nos protocolos de segurança.
Entre os casos anteriores, constam acusações de que o ChatGPT induziu utilizadores ao suicídio. Famílias de Joshua Enneking, 26 anos, e Amaurie Lacey, 17, apresentaram ações alegando que o bot forneceu instruções para obter uma arma e para realizar uma forca, respetivamente.
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