- Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA) alertou para cautela ao sobrevoar a região, levando à revogação de concessões e ao cancelamento de voos de Iberia, Avianca, Latam (Colômbia), Turkish Airlines, Gol, Air Europa e Plus Ultra.
- A Copa Airlines suspendeu os voos para Caracas; Wingo, Satena e Boliviana de Aviación também interromperam ligações entre Caracas e a Colômbia.
- O espaço aéreo venezuelano ficou restrito após bloqueio autoimposto do regime venezuelano, que retirou licenças a várias companhias aéreas.
- Com a proximidade do Natal, passageiros enfrentam dificuldades para encontrar voos, buscando alternativas para Bogotá, Willemstad, Cancún, Miami e Manaus, com oferta cada vez menor.
- As tensões entre Estados Unidos e Venezuela, com presença norte-americana na região, têm levado a acusações mútuas e a interferências que afetam viagens aéreas.
O regulador norte-americano FAA pediu cautela a voar sobre a Venezuela e o sul do Caribe, em 21 de novembro. A medida gerou cancelamentos e rever de licenças de várias companhias aéreas na região. A Venezuela reagiu com críticas públicas.
Aerolíneas como Iberia, Avianca, Latam, Turkish Airlines e Gol viram as suas operações reduzidas ou suspensas no espaço aéreo venezuelano. O INAC e o Ministério dos Transportes venezuelano revogaram concessões de voos a estas empresas, alegando cooperação com ações de terrorismo.
Acompanhando o movimento, a Copa Airlines suspendeu temporariamente voos para Caracas após alegadas interferências nos sinais de navegação observadas pelos seus pilotos. Em seguida, a Wingo, Satena e Boliviana de Aviación também interromperam ligações Caracas-Colômbia.
Os impactos estendem-se às viagens de lazer e negócios, com relatos de dificuldades para encontrar alternativas viáveis. Muitas rotas que ligavam Caracas a destinos na Colômbia, Curaçao e México ficaram indisponíveis ou com oferta muito restrita.
Para os passageiros portugueses e venezuelanos, a procura por opções passou a depender de voos via outros países ou rotas longas por terra, com tempos de viagem signficativamente maiores e custos adicionais.
Especialistas indicam que a tensão entre EUA e Venezuela, aliada a preocupações de segurança, alimenta o recuo das operadoras. O Governo venezuelano classifica as medidas como resposta a pressões externas.
Até ao momento não há indicação de data para normalização das ligações aéreas entre Caracas e os destinos afetados. As companhias seguem avaliando cenários e possíveis reposições de rotas conforme evoluam as circunstâncias de segurança.
Fontes próximas ao setor apontam que a instabilidade no espaço aéreo venezuelano persiste desde setembro, quando começaram relatos de interferências em sinais de navegação por satélite. As autoridades reiteram que a prioridade é a segurança de voos.
Entre na conversa da comunidade