- A BBC pediu desculpas a Donald Trump, em 13 de novembro de 2024, pela edição enganosa do discurso de 6 de janeiro de 2021, mas rejeitou fundamentos para difamação.
- A retratação reconhece que a edição pareceu exibir uma única seção contínua, omitindo que eram excertos de momentos diferentes, e que isso criou a impressão de apelo direto à violência; não há planos de retransmitir o programa Panorama.
- O advogado de Trump enviou carta à BBC a exigir desculpas e ameaçou um processo por difamação com possibilidade de indemnização de até mil milhões de dólares.
- A BBC investiga um segundo caso de edição enganosa, ligado a uma reportagem de Newsnight de junho de 2022 que teria editado excertos para sugerir incitar a violência; a instituição diz manter padrões editoriais.
- O primeiro-ministro Keir Starmer pediu responsabilidade à BBC e correção rápida dos erros, defendendo uma instituição forte e independente.
A BBC pediu desculpas ao Presidente dos EUA, Donald Trump, pela edição enganosa do discurso proferido em 6 de janeiro de 2021 durante o programa Panorama. A retratação, anunciada a 13 de novembro de 2024, não reconhece fundamentos para difamação. A estação afirmou que não planeia retransmitir o episódio editing que misturou excertos do mesmo discurso.
Segundo a BBC, o presidente Samir Shah enviou uma carta pessoal à Casa Branca a reconhecer o erro de edição e lamentar o conteúdo apresentado. A editora-chefe de informação, Deborah Turness, e o director-geral Tim Davie deixaram os seus cargos num episódio ligado ao caso, com Shah a apresentar publicamente o pedido de desculpas.
A notícia surge após um relatório do Telegraph, que apontou falhas de edição e de procedimento. Entre as críticas estavam a fusão de dois excertos em que Trump pedia apoio a manifestantes, sem mencionar a parte em que defendia uma atuação pacífica. A BBC confirmou estar a investigar um segundo caso de edição enganosa, relativo a junho de 2022 no Newsnight.
Desdobramentos
O Telegraph descreveu ainda que um colaborador exaustivo do programa terá alertado a equipa sobre o problema após a exibição, mas este aviso não foi considerado por um executivo. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pediu responsabilidade e correção célere dos erros, defendendo uma BBC robusta e independente.
A BBC afirmou que não há planos para retransmitir o segmento envolvido nem para editar novamente o conteúdo para uma nova difusão. O caso acentua a pressão sobre a imprensa pública britânica e segue-se a críticas públicas sobre edição de conteúdos políticos. A emissora reiterou o compromisso com padrões editoriais elevados e com a transparência diante de investigações em curso.
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