- O espaço é visto como campo estratégico, com o Comando Militar do Espaço em Toulouse e a França a promoverem uma estratégia europeia robusta.
- Macron afirmou que a guerra moderna já se desenrola no espaço e defende competitividade europeia, com foco em lançadores reutilizáveis, propulsão de baixo custo e maior cadência do Ariane seis.
- A França quer modernizar a base de Kourou para torná-la ágil, aberta a pequenos lançamentos e a parcerias estrangeiras.
- O chefe de Estado ressaltou a necessidade de não depender de uma grande potência externa ou de magnatas do espaço, defendendo autonomia europeia.
- França sinaliza veto ao acordo União Europeia–Mercosul por falta de salvaguardas, medidas equivalentes e controles na fronteira.
O presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou que a guerra moderna já se desenrola no espaço e que a Europa precisa manter a competitividade. Falou no lançamento de novas instalações do Comando Militar do Espaço, em Toulouse, onde destacou a importância de uma estratégia espacial europeia robusta. Entre as prioridades, o chefe de Estado mencionou lançadores reutilizáveis, propulsão de baixo custo e a cadência de exploração do Ariane 6, com foco na modernização de Kourou para atrair parcerias.
Macron sublinhou que a Europa não pode depender de potências únicas ou de privados para o setor espacial, defendendo uma resposta europeia coordenada. A meta é acelerar a modernização de uma base já considerada estratégica e aberta a pequenos lançamentos, mantendo-a ágil para projetos conjuntos com parceiros estrangeiros. A construção de uma estratégia nacional foi associada ao reforço da indústria espacial europeia.
Política espacial e veto ao acordo UE-Mercosul
Paralelamente, a ministra da Agricultura, Annie Genevard, indicou que a França vai impedir o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul se não forem criadas salvaguardas adequadas. A posição foi anunciada após encontros com produtores rurais, destacando a necessidade de cláusulas de salvaguarda, controles de fronteira e medidas equivalentes. A França argumenta que, sem esses mecanismos, o acordo pode colocar em risco setores sensíveis nacionais.
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