- António Guterres, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, apresentou três áreas prioritárias para África: recursos adequados, previsíveis e sustentáveis.
- Apelou aos Estados-membros para pagarem na totalidade as suas contribuições regulares e para as operações de manutenção da paz.
- Defende reformar a arquitetura financeira global para ampliar a participação dos países em desenvolvimento e triplicar a capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento, com novos instrumentos para reduzir o custo do capital.
- Pede acelerar investimentos em energia limpa na África, destacando que a energia solar e eólica são as mais baratas e que o continente precisa de fundos para avançar na transição energética.
- Defende investir na paz em África, mencionando conflitos no Sudão, aumento da insegurança no Sahel e a crise humanitária na República Democrática do Congo, e sublinha a cooperação com a União Africana.
Numa conferência de imprensa em Nova Iorque, António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou três áreas prioritárias para África. Ao lado de Mahmoud Ali Youssouf, presidente da Comissão da União Africana, pediu ações decisivas para apoiar o continente.
Guterres reforçou que África precisa de recursos adequados, previsíveis e sustentáveis. Apelou aos Estados-membros para cumprirem plenamente as contribuições para as operações de paz, destacando o peso de um sistema financeiro global considerado ultrapassado.
Áreas prioritárias
O líder da ONU defendeu a reforma da arquitetura financeira global para ampliar a participação dos países em desenvolvimento e triplicar a capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento. Foram mencionados novos instrumentos para reduzir o custo do capital.
Ainda no plano económico, o secretário-geral pediu mais investimentos em energia limpa na África. Sinalizou que a energia solar e eólica são as fontes mais baratas e que África tem potencial superior em sol e vento, mas carece de financiamentos para avançar rapidamente.
Além disso, Guterres chamou a atenção para a necessidade de ampliar fundos para a paz no continente, mencionando lutas no Sudão, agravamento da insegurança no Sahel e a crise humanitária na República Democrática do Congo.
O anúncio ocorreu durante a 9ª conferência anual ONU-UA, realizada hoje em Nova Iorque, com foco em cooperação, paz, desenvolvimento e direitos humanos. A reunião abordou financiamento ao desenvolvimento, ação climática e a estratégia africana para mulheres, paz e segurança.
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