- A Organização das Nações Unidas registrou pelo menos 264 ataques de colonos na Cisjordânia em outubro, o maior mês desde o início da recolha de dados.
- Cerca de 200 colonos invadiram a aldeia de Beit Lid, saquearam uma fábrica de laticínios e feriram 10 pessoas.
- O presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou os ataques; o comandante do Exército afirmou que não tolerará crimes cometidos por uma minoria.
- Detenções de colonos ocorreram por envolvimento em ataques a palestinianos, num contexto de aumento de violência por colonos cada vez mais jovens.
- Mais de 500 mil israelitas vivem em colonatos na Cisjordânia; a guerra na Faixa de Gaza persiste desde 7 de outubro de 2023, com cessar-fogo no enclave desde 10 de outubro.
Em outubro, a ONU registou 264 ataques de colonos na Cisjordânia, o maior número mensal desde o início da recolha de dados, com vítimas e danos materiais. A informação inclui agressões, incendiários e destruição de propriedades. A contagem sustenta a percepção de impunidade no território ocupados.
Na terça-feira, polícia e exército de Israel detiveram vários colonos por envolvimento em ataques contra palestinianos em Beit Lid, no norte da Cisjordânia. A medida surge após denúncias recorrentes das autoridades locais e de organizações de direitos humanos sobre a impunidade de colonos nos territórios ocupados.
Cerca de 200 colonos invadiram a aldeia de Beit Lid, saquearam uma fábrica de laticínios e feriram dez pessoas. O incidente intensifica o debate sobre a segurança de residentes palestinianos e a presença de colonos nos registos de violência.
Contexto e desdobramentos
O presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou os ataques, descrevendo-os como chocantes e inaceitáveis. O comandante do Exército afirmou que não tolerará crimes cometidos por uma minoria que mancha a imagem de residentes que cumprem a lei.
Nos últimos meses, ataques cometidos por colonos, cada vez mais jovens, têm-se multiplicado na Cisjordânia, ocorrendo também contra jornalistas, ativistas e até militares israelitas. A ONU classifica mais de 500 mil israelitas a viverem em colonatos, considerados ilegais pelo direito internacional, em áreas ocupadas onde vivem cerca de três milhões de palestinianos.
A violência no território intensificou-se desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023. Apesar do cessar-fogo parcial desde 10 de outubro, incidentes envolvendo colonos mantêm-se, incluindo ações relacionadas com a colheita de azeitona e destruição de olivais. Dados oficiais de Israel indicam pelo menos 36 israelitas mortos no período.
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