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Ministro da Educação defende integração da inteligência artificial

Ministro da Educação defende integração da IA nas escolas, com formação de professores e adaptação de métodos para maximizar benefícios e minimizar riscos

O ministro da Educação, Fernando Alexandre
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  • O ministro da Educação, Fernando Alexandre, defendeu que a inteligência artificial é uma realidade que não pode ser ignorada e pediu adaptação das escolas para aproveitar benefícios e minimizar riscos.
  • Em Sobral de Monte Agraço, disse que, com formação de docentes, alteração de métodos de ensino e de currículos, é possível potenciar as oportunidades da IA.
  • A OCDE considera o potencial da IA para melhorar a educação e defende mais ferramentas educativas, reconhecendo, porém, que existem riscos.
  • Em estudo com estudantes de cinco universidades norte-americanas, quem usou IA obteve melhores classificações, mas apenas 12% citou de memória um excerto do texto apresentado, contra 89% dos outros grupos.
  • Um manifesto de professores portugueses pede a proibição da IA nas universidades para evitar empobrecimento cognitivo e desonestidade intelectual, defendendo a suspensão das ferramentas no ensino.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirma que a Inteligência Artificial (IA) é uma realidade que não pode ser ignorada, defendendo a adaptação das escolas para potenciar benefícios e mitigar riscos. Em Sobral de Monte Agraço, durante visitas a escolas, o governante sublinhou que a mudança tecnológica exige formação de docentes, ajustes nos métodos de ensino e eventuais alterações curriculares.

Segundo o ministro, com estratégias adequadas é possível minimizar os riscos da IA e maximizar as vantagens para a aprendizagem. Ele afirmou que a IA pode funcionar como instrumento complementar, aumentando as capacidades dos alunos.

A OCDE indica que a IA tem potencial para reformar positivamente a educação, desde que haja ferramentas adequadas para fins educativos, reconhecendo, contudo, os riscos associados. A agência sugere uma supervisão cuidadosa e formação constante para docentes.

Perspetivas e impactos

Estudos norte-americanos, envolvendo estudantes de cinco universidades, compararam ensaios realizados sem ajuda, com apoio de motores de busca e com IA generativa. Os resultados mostraram melhores classificações para o grupo com IA, mas dificuldades de memória na recitação de trechos apresentados, após uma hora.

A maioria dos alunos que não usaram IA conseguiu citar de memória trechos com maior fidelidade. O contraste evidencia a necessidade de avaliar o uso de IA no ensino, equilibrando ganhos de desempenho com competências de retenção de conhecimento.

Posições em Portugal

Um manifesto assinado por dezenas de docentes de universidades e politécnicos portugueses pede a suspensão das ferramentas de IA no ensino para evitar a redução da curiosidade intelectual e o empobrecimento cognitivo. Os signatários alertam para dificuldades em identificar práticas fraudulentas nas avaliações.

O documento sustenta que o uso da IA pode retirar esforço e dedicação ao processo educativo, sob um contexto de facilitação, cópia e rapidez. Os docentes defendem mudanças no modelo de avaliação e na forma como as ferramentas digitais são integradas ao ensino.

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