- Mais de trinta mil professores fizeram horas extraordinárias para colmatar a falta de docentes.
- O Ministério pagou quase vinte e seis milhões de euros em horas extras, incluindo retroactivos até 2018 devido a uma correcção no cálculo.
- Mais de cinco mil e setecentos docentes estão a receber apoio à deslocação.
- A falta de professores está a ser mitigada com horas extra, mas diretores alertam para o risco de exaustão dos docentes.
- Neste ano lectivo, 1.500 professores adiaram a aposentação.
Mais de 30 mil professores realizaram horas extraordinárias para colmatar a falta de docentes em várias escolas, durante o presente ano letivo. O Ministério da Educação divulgou o montante total pago e os beneficiários, destacando o impacto da medida na luta contra o déficit de professores.
O pagamento envolve quase 26 milhões de euros em horas extraordinárias, com retroactivos até 2018 após uma correção de cálculo. O conjunto de docentes abrangidos inclui quem já foi compensado por estas horas, bem como quem recebe outros mecanismos de apoio.
Mais de 5700 docentes estão a receber apoio à deslocação, segundo o ministério, como parte das medidas para facilitar o exercício da profissão em locais onde a contratação é mais difícil. A medida visa também reduzir a carga administrativa para as escolas.
Apoio financeiro e deslocações
As horas extraordinárias foram utilizadas para mitigar a falta de professores, sobretudo nas áreas com maior carência. O montante distribuído mostra a escala do recurso a esta solução para manter o funcionamento das escolas.
Diretores e sindicatos reconhecem o apoio financeiro, mas alertam para o risco de exaustão entre os docentes, com jornadas adicionais que podem afetar o bem-estar e a qualidade do ensino a longo prazo.
Além disso, no atual ano letivo 1500 professores adiaram a aposentação, adiando o passo para a reforma. A tendência aponta para uma maior permanência de docentes em atividade para suprir lacunas nas escolas.
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