- O distrito escolar de Minneapolis autorizou o ensino remoto temporário por um mês, até 12 de fevereiro, para famílias que não possam ir às aulas devido a operações do ICE.
- O plano permite que docentes lecionem em simultâneo na sala de aula para alunos presentes e para quem acompanha as aulas de casa.
- As escolas da região estiveram encerradas na quinta e sexta-feira seguintes, com os professores chamados a cada dia aos estabelecimentos para receber instruções adicionais.
- Ativistas e organizações de direitos dos imigrantes protestaram contra as operações do ICE, após a morte de Renee Good durante uma intervenção federal.
- A Human Rights Watch considerou a morte injustificável, contestando as versões oficiais e pedindo investigação pública e independente.
O sistema escolar de Minneapolis vai permitir às famílias optar pelo ensino remoto durante um mês, devido ao reforço da fiscalização federal de imigração na cidade. A medida foi anunciada pelo distrito escolar por meio de uma mensagem interna dirigida aos docentes.
Segundo o plano temporário, os professores irão lecionar em simultâneo para alunos presentes na escola e para quem acompanhar as aulas de casa. A opção de ensino remoto está disponível até 12 de fevereiro.
A decisão surge num contexto de tensão local, com o envio de cerca de 2.000 agentes de imigração para a região e o assassinato de uma mulher por um agente federal numa operação recente. Pais e educadores indicam que as ações de imigração têm afetado a assiduidade de famílias imigrantes, levando alguns distritos a reconsiderar a presença física na escola.
Morte de mulher por agentes federais em Minneapolis
A Human Rights Watch classifica o ocorrido como injustificável. A organização afirma que vídeos difundidos contradizem as alegações de que a mulher utilizou o veículo como arma ou tentou ferir agentes antes de este ter disparado. A HRW denuncia abusos anteriores de imigração, pedindo investigação imparcial.
O DHS descreve que a ação envolveu a detenção de mais de mil imigrantes na região, incluindo cidadãos do Equador, México e El Salvador. Na segunda-feira, mais de 150 pessoas teriam sido detidas, numa operação considerada a maior do ano até então.
A HRW aponta que, segundo as imagens, os disparos não teriam ocorrido sob ameaça extrema e acusa as autoridades de não prestarem assistência imediatamente após o incidente. A organização defende uma cooperação entre autoridades locais e federais para investigações transparentes e ressalva a necessidade de supervisão independente do DHS.
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