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Quase 5.000 alunos com provas especiais após ataques

Quase 4.928 alunos de Nampula farão exames especiais entre 19 e 22 de janeiro, em 107 centros, com apoio pedagógico e psicossocial

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Alunos numa sala de aulas da Escola Primária Completa 12 de outubro da cidade da Beira, Moçambique, 26 de fevereiro de 2020. A Escola Primária Completa 12 de outubro da cidade da Beira é uma das que tem mais alunos na capital provincial, cerca de 4.000, e foi também uma das mais destruídas pelo ciclone Idai. (ACOMPANHA TEXTO DO DIA 10 DE MARÇO DE 2020). ANTÓNIO SILVA/LUSA
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  • Quase 4.928 alunos da província de Nampula vão realizar exames especiais da sexta à nona classe, de 19 a 22 de janeiro, por terem perdido as provas finais de 2025 devido à insegurança.
  • Até ao momento foram localizados fisicamente 2.907 alunos, e o número pode aumentar à medida que o trabalho de identificação continua.
  • Os deslocamentos ocorreram para os distritos de Memba e Eráti, devido aos ataques de grupos insurgentes que atuam em Cabo Delgado desde 2017.
  • Serão criados cerca de 107 centros de exames especiais (95 em Memba e 12 em Eráti), envolvendo aproximadamente 120 docentes, com apoio de organizações não governamentais e apoio psicossocial às crianças.
  • O ano letivo de 2026 está previsto começar a 30 de janeiro, com a realização dos exames especiais a encerrar antes dessa data.

Quase 5.000 alunos da província de Nampula, em Moçambique, que ficaram sem provas devido à insegurança provocada por ataques insurgentes, vão realizar exames especiais entre 19 e 22 de janeiro. A confirmação foi feita nesta sexta-feira pelas autoridades locais.

O governadorado de Nampula informou que o levantamento aponta 4.928 estudantes elegíveis para estes exames, com o número ainda sujeita a atualização à medida que se conclui o trabalho de identificação. Até agora já foi localizado fisicamente o paradeiro de 2.907 crianças.

As provas destinam-se aos alunos do ensino básico atingidos entre novembro e dezembro, deslocados para escapar aos ataques que afetam a vizinha Cabo Delgado desde 2017. Muitas crianças mudaram de residência com as famílias e não conseguiram fazer as provas finais de 2025.

Exames especiais

Para garantir melhores condições de aprendizagem, estão a ser distribuídas fichas de apoio e a reforçar a presença de docentes nas escolas onde os alunos se encontram, com apoio de parceiros de cooperação, incluindo organizações não-governamentais.

Paralelamente, várias organizações prestam apoio psicossocial às crianças, de forma a mitigar impactos emocionais do terrorismo e do deslocamento forçado. A expectativa é de que este apoio contribua para o rendimento escolar.

No plano logístico, deverão funcionar cerca de 107 centros de exames especiais, com 95 em Memba e 12 em Eráti, envolvendo aproximadamente 120 professores. Os exames devem ocorrer antes da abertura oficial do ano letivo de 2026, agendada para 30 de janeiro.

Contexto regional

A província de Cabo Delgado tem estado sob ataques extremistas há oito anos, com o primeiro episódio registrado em outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia. Em 2025 registaram-se focos em Niassa e Nampula, com mais de 108 mil deslocados, segundo organizações internacionais.

Relatórios recentes indicam 14 eventos violentos entre 10 e 23 de novembro em Cabo Delgado, envolvendo o Estado Islâmico, com 12 mortos, e alertam para possível agravamento da situação em Nampula. Desde 2017, segundo ACLED, 2.270 eventos violentos envolveram elementos ligados ao EIM, resultando em mais de 6.300 mortos.

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