- O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) aponta fortes indícios de uso de agências de viagens para branqueamento de capitais, exportação ilícita e fraude fiscal.
- A detetar movimentos na ordem de 805,5 milhões de euros ao longo de três anos.
- A investigação sugere que as agências de viagens teriam sido utilizadas para facilitar operações ilícitas.
- O caso envolve potenciais crimes financeiros e fiscalização reforçada sobre o sector do turismo e viagens.
O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) identificou fortes indícios de branqueamento de capitais, exportação ilícita de capitais e fraude fiscal envolvendo agências de viagens. A entidade registou um movimento total de 805,5 milhões de euros em três anos.
As operações suspeitas teriam como veículo as agências de viagens, com volumes elevados e estruturas de transferências que levantam suspeitas de ocultação de rendimentos. O GIFiM indica que os padrões observados exigem aprofundamento técnico e coordenação com outras autoridades.
Ainda não foram divulgados nomes de organizações específicas nem de indivíduos. As autoridades explicam que a investigação prossegue, com medidas de fiscalização reforçadas para o setor de turismo e viagens.
Indícios e montante
O relatório do GIFiM detalha o montante agregado e os sinais que sustentam as suspeitas de branqueamento, exportação ilícita e fraude fiscal, alertando para riscos sistémicos no setor.
Próximos passos
As autoridades reforçam a necessidade de supervisão mais rígida do sector, bem como cooperação com instituições internacionais para identificar redes envolvidas e evitar novas irregularidades.
Entre na conversa da comunidade