- Paulo Salvador, rosto do Conta Lá, abriu um procedimento de injunção para receber seis meses de remuneração em atraso, e outros trabalhadores também já recorreram à justiça.
- O jornalista deixou o projeto por não se ver em condições de continuar devido ao não cumprimento de pressupostos contratuais, sem revelar os valores em atraso.
- O Conta Lá enfrenta dívidas que, segundo o CM, podem ultrapassar dois milhões de euros; a gestão financeira é apontada como alheia às funções do colaborador.
- Salvador afirma não se sentir enganado pelo projeto, destacando o objetivo de uma televisão mais próxima das pessoas, e lamenta apenas o desfecho financeiro.
- O Conta Lá envolve cerca de cem pessoas e é visto como uma estrutura pesada, o que pode significar desemprego; Salvador está a considerar propostas para regressar à televisão e trabalha agora nas redes sociais.
Paulo Salvador, rosto central do programa Conta Lá, colocou em curso um procedimento de injunção para cobrar pagamentos em atraso, referente a seis meses de remuneração não recebida. O jornalista, que trabalhava no projeto em regime de colaboração, abandonou a produção após não ter direito a pagamentos durante esse período.
Segundo informações já recolhidas pelo CM, não é o único caso: outros trabalhadores também avançaram com ações semelhantes contra o canal. Salvador explicou que deixou o Conta Lá por não existirem as condições contratuais para continuar, uma vez que a remuneração não foi entregue durante demasiado tempo.
O caso coincide com relatos de alegadas dívidas do canal que deverão superar dois milhões de euros. O jornalista refere que a gestão financeira está para além das suas funções, mas que reconhece aspectos positivos do projeto, ainda que os resultados financeiros tenham sido insatisfatórios. Atingido pela decisão, o profissional teme pela estabilidade de quem ficou na equipa, estimada em cerca de 100 pessoas, considerada por ele excessivamente pesada.
Salvador pretende manter-se ativo nas redes sociais, onde procura contar histórias do universo em que trabalha. Enquanto isso, analisa propostas de regresso à televisão que já surgiram desde a sua saída, mantendo o foco na reflexão sobre o percurso do Conta Lá e na sua viabilidade futura.
Contexto financeiro e perspetivas
A posição de Salvador, que já não integra o projeto, coloca em evidência a tensão entre o funcionamento diário da produção e as dificuldades financeiras que o canal enfrenta. A equipa restante continua a lidar com a incerteza quanto aos pagamentos e à continuidade de contratos.
Fontes próximas do Conta Lá apontam que a estrutura atual pode colocar em risco empregos adicionais, dado o tamanho da operação. Não há confirmações oficiais sobre prazos de regularização, mas o tema permanece em debate entre trabalhadores, direção e parceiros.
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