- Fertagus prevê colocar no serviço duas das cinco carruagens que vão reforçar o serviço, com entrada prevista no primeiro semestre de 2027, vindas pela Renfe, cada uma com capacidade para 350 pessoas.
- A empresa aponta falta de material circulante e problemas na infraestrutura ferroviária, que geram afrouxamentos na circulação.
- Em março, a Comissão de Utentes da Fertagus constituiu uma queixa junto da Comissão Europeia, por considerar que os passageiros são transportados em condições fora do padrão europeu e com riscos de segurança.
- O porta-voz da Comissão de Utentes, Aristides Teixeira, relatou aglomerações nos cais, empurrões e necessidade de socorro, com paragens na estação seguinte para assistência.
- A Fertagus opera a ligação entre as duas margens do Tejo pela Ponte 25 de Abril, entre Lisboa e Setúbal; em abril, a administradora admitiu operar no limite da capacidade e responsabilizou o Governo pelo reforço de comboios.
A Fertagus indicou que vai reforçar o serviço com duas novas carruagens no primeiro semestre de 2027. O reforço resulta da atual indisponibilidade de material circulante e de constrangimentos na infra-estrutura ferroviária, que afetam a circulação.
A administradora aponta que as carruagens, cedidas pela Renfe, vão aumentar a capacidade de cada comboio. Cada carruagem poderá comportar até 350 pessoas, contribuindo para reduzir a sobrelotação.
Contexto e desdobramentos
A falta de material circulante persiste, segundo a Fertagus, e os problemas na infra-estrutura geram afrouxamentos na circulação entre Lisboa e Setúbal, através da Ponte 25 de Abril. Em março, a Comissão de Utentes enviou queixa à Comissão Europeia sobre as condições de transporte consideradas fora do padrão europeu e com riscos de segurança.
Em abril, a Fertagus reconheceu perante o parlamento que opera no limite da capacidade. A empresa apontou o Governo como responsável pelo reforço de comboios necessários para responder ao aumento da procura.
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