- Estudo EMIP com 5.499 jovens mostra diferença de 12% nas expectativas salariais entre homens e mulheres no primeiro emprego: 1412 euros/mês vs 1261 euros/mês, respetivamente.
- A média das expectativas de salário inicial é de 1325 euros por mês para o conjunto dos inquiridos.
- 75% dos entrevistados prefere o regime híbrido de trabalho, 19% presencial e 6% teletrabalho a tempo inteiro.
- 83% pretende iniciar a carreira em Portugal, enquanto 17% consideram trabalhar no estrangeiro.
- Dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género indicam um gap de 12,1% no início da carreira (1162,7 euros para mulheres vs 1322 euros para homens) em 2023.
O estudo EMIP, realizado pela Magma Studio, indica que as jovens portuguesas chegam ao mercado com expectativas salariais mais baixas que os jovens. Entre 5499 entrevistados, a média salarial esperada pelos homens é 12% superior à das mulheres. O valor global esperado para o primeiro emprego é de 1325 euros.
Ao separar por género, os homens apontam 1412 euros e as mulheres 1261 euros. Este desfecho reforça a diferença observada na edição anterior, quando a diferença era de 9,3%. As contas refletem uma tendência já identificada em dados oficiais sobre o início de carreira.
Regime híbrido e motivação para ficar em Portugal
Trinta e cinco por cento dos inquiridos prefere o regime híbrido, combinando teletrabalho e presença. Sete em cada dez optam por formatos flexíveis, enquanto 19% escolhem o presencial a tempo inteiro. Em 2024, os números já apontavam para maior adesão ao híbrido.
Sobre o local de início de carreira, 83% pretendem ficar em Portugal, enquanto 17% consideram trabalhar no estrangeiro. Entre as motivações para sair, destacam-se salários, oportunidades e qualidade de vida. A dentada de custo de vida também figura entre as principais preocupações.
Perfil dos participantes e contexto geral
Entre os participantes, 57% eram mulheres e 42% homens. A maioria possuía licenciatura (70%), com 29% em mestrado. As áreas mais representadas foram Gestão (38%) e Tecnologia (38%). O estudo reforça a incidência de desigualdade de género ainda no início da carreira.
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