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Nove anos após Pedrógão, 228 mil euros de donativos ainda por executar

Nove anos após Pedrógão, 228 mil euros de donativos permanecem por executar na União das Misericórdias Portuguesas, sem aplicação prática

Muitos corpos foram encontrados dentro de carros. Vítimas tentavam fugir quando foram cercadas pelo fogo em Pedrógão Grande
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  • A tragédia de Pedrógão Grande ocorreu a 17 de junho de 2017, com 66 mortos, 253 feridos, mais de 500 casas destruídas e várias empresas afetadas.
  • A União das Misericórdias Portuguesas angariou 2.127.683,26 euros em donativos para apoio humanitário e social às populações afetadas.
  • Em dezembro de 2024 havia 228.397,53 euros por executar, registados como “Donativos incêndios” no relatório de atividades de 2025, sem ter sido usados.
  • A UMP afirma que a execução deste remanescente é complexa, procurando cumprir critérios de transparência, impacto e adequação às necessidades das comunidades.
  • No âmbito dos apoios, 28 pessoas foram julgadas por fraude; o processo envolveu a Câmara de Pedrógão Grande e terminou com a condenação do seu presidente.

O incêndio de Pedrógão Grande ocorreu a 17 de junho de 2017, deixando 66 mortos, 253 feridos e mais de 500 casas destruídas. Uma onda de solidariedade permitiu reunir cerca de 2,13 milhões de euros em donativos para as vítimas, entregue à União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Dois anos depois, mais de 228 mil euros permanecem sem execução financeira.

Entre 2024 e 2025, o montante de 228.397,53 euros continua registrado como Donativos incêndios, sem ter sido aplicado. A UMP justifica a pendência com a necessidade de cumprir critérios de transparência, impacto efetivo e adequação às necessidades das comunidades afetadas.

Montante pendente e utilização

A UMP destaca que a maior parte dos donativos já foi aplicada, sobretudo na reconstrução de bens e apoio às vítimas. No entanto, o valor residualmente em aberto exige um planeamento criterioso para evitar devoluções ou usos inadequados. A instituição tem procurado soluções que assegurem intervenções com impacto comprovável.

Contexto institucional e medidas

Caso ocorram ajustes, a UMP pretende canalizar o remanescente para projetos alinhados aos princípios de transparência e efetividade. O processo judicial envolvendo fraudes nos pedidos de apoio ao fundo de solidariedade envolve a responsabilização de casos ligados a habitações devolutas e outros imóveis. A autarquia de Pedrógão Grande esteve associada ao caso, que resultou numa condenação após a participação da UMP como assistente.

Em curso

Estão a ser avaliadas vias para permitir a aplicação prática do montante restante, sempre com monitorização de impactos e satisfação das necessidades locais. A União das Misericórdias Portuguesas mantém o compromisso de assegurar que a ajuda alcance as comunidades afetadas e cumpra os objetivos originais do apoio humanitário.

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