- A TAP devolveu 24,99 milhões de euros ao Estado e concluiu a venda das participações na Cateringpor e na Spdh.
- Foi promovida uma redução de capital no valor de 392 milhões de euros, levando o capital social a 264.578.136 euros.
- Cateringpor, que prepara refeições a bordo, foi vendida por base de 9,56 milhões de euros à Gate Gourmet, com consentimento da Autoridade da Concorrência.
- Spdh permanece sob o controlo da britânica Menzies, que ficou com a posição da TAP; o preço da operação não foi divulgado.
- As operações permitem à TAP cumprir compromissos da Comissão Europeia e avançar para a próxima fase do plano de crescimento disciplinado e sustentável.
A TAP concluiu o plano de reestruturação ao vender as participações na Cateringpor e na Spdh e ao distribuir cerca de 24,99 milhões de euros ao Estado. A operação inclui ainda uma redução de capital de 392 milhões de euros para limpar o balanço. O anúncio foi feito esta sexta-feira às redacções.
O reembolso ao Estado resulta de condições da Comissão Europeia, que exigia a conclusão da venda das participações que a TAP detinha na Cateringpor (51%) e na Spdh (49,9%) até ao final de 2025. Além disso, a companhia concluiu a redução de capital, que passou a manter um novo capital social de 264,58 milhões de euros.
O processo, que integra o programa de privatização, foi acompanhado pela comunicação da TAP, que reforça o cumprimento das obrigações determinadas pela UE e a preparação para a próxima fase de crescimento disciplinado e sustentável. O objetivo é consolidar a capacidade de execução no futuro.
Negócios fechados
A Cateringpor ficou com o vendedor e foi adquirida pelo sócio Gate Gourmet, por um preço base de 9,56 milhões de euros. A Autoridade da Concorrência já aprovou o negócio, assegurando a continuidade dos serviços de refeição a bordo para a TAP e outras companhias.
Na Spdh, o negócio ficou nas mãos da britânica Menzies, que passou a deter 100% do capital. O preço da operação não foi divulgado, mas a TAP já confirmou a conclusão da alienação após verificar as condições suspensivas e obter as autorizações regulatórias necessárias.
A Menzies posiciona-se para acelerar o plano estratégico em Portugal, mantendo o foco na qualidade de serviço, segurança e operações. A ex-Groundforce, com cerca de 3500 trabalhadores, presta serviços de assistência em terra aos aeroportos nacionais, movimentando mais de 100 mil aeronaves nos cinco principais hubs do país.
O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que as operações marcam o alargamento do foco para o futuro. O processo de reestruturação, iniciado há cinco anos, está concluído, abrindo caminho para novas fases de transformação da companhia.
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