- O Departamento de Justiça dos EUA aprovou a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp., num negócio avaliado em 110 mil milhões de dólares.
- A autoridade concluiu que a operação não representa uma ameaça à concorrência e não exigiu alienação de ativos nem medidas comportamentais.
- Califórnia e outros estados preparam ação judicial para tentar bloquear a operação.
- A Paramount assegura que não há problemas de concorrência; a FCC ainda não tomou uma decisão sobre os investimentos estrangeiros envolvidos.
- Analistas já expectavam a aprovação, mas há preocupações em Hollywood sobre potenciais impactos na oferta de empregos e na diversidade de narrativas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), através da sua divisão antitrust, aprovou a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp. O negócio está avaliado em cerca de 110 mil milhões de dólares. A notícia foi avançada pelo Politico, com base em fontes próximas do processo.
Segundo as informações, o DOJ considerou que a operação não representa uma ameaça à concorrência e não impôs condições, como alienação de ativos ou medidas comportamentais. Os portavoces da Paramount e do DOJ não comentaram o assunto.
A aprovação representa um sinal positivo aos olhos regulatórios para a Paramount, num contexto de resistência de alguns estados. Em abril, a empresa também pediu à FCC a aprovação de investimentos estrangeiros que apoiam a aquisição, ainda sem decisão.
Mudança de cenário regulatório
Fontes da imprensa indicam que a Califórnia, Nova Iorque e outros estados preparam uma ação judicial para bloquear a operação. A Reuters citou pessoas próximas do processo, revelando o escrutínio estatal em torno da fusão.
Analistas já comentaram que o DOJ poderia ter hesitado devido a ligações políticas da Paramount, mas a agência não indicou influência na análise. A Paramount sustenta que a fusão aumentará a competição, pressionando a Disney e a Netflix.
Hollywood tem expressado preocupações sobre empregos e diversidade de narrativas. Vários actores, realizadores e produtores temem impactos negativos no ecossistema criativo caso o acordo avance sem freios.
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