- O sector olivícola em Portugal continua a ser um paradoxo: foca-se sobretudo em produzir bem, mas comunica mal junto do consumidor, dentro e fora do país.
- Álvaro Labella, presidente executivo da OlivoGestão, disse que a qualidade é o que coloca o azeite português no radar dos grandes mercados.
- O debate intitulado “Azeite português que enfrenta o futuro num mercado global” decorreu em Beja no início deste mês.
- Nos Estados Unidos, o azeite português é vendido em farmácias.
O sector olivícola português continua a lidar com um paradoxo: produz bem, mas comunica mal junto do consumidor, quer nacionalmente quer no estrangeiro. A análise surgiu num debate sobre o azeite português que enfrenta o futuro num mercado global.
No Beja, no início deste mês, Assembleia discutiu como promover o azeite de Portugal nos grandes mercados. O evento contou com a participação de Álvaro Labella, presidente executivo da OlivoGestão, com base em Serpa, que associou a visibilidade internacional à qualidade do produto nacional.
Labella afirmou que a qualidade do azeite português é o principal fator a colocar o setor no radar dos mercados de dimensão global, ao mesmo tempo em que indicou falhas na comunicação com o consumidor. O debate explorou ainda a necessidade de estratégias de promoção mais eficazes dentro de Portugal e no exterior.
Desafio de comunicação e oportunidades internacionais
A conversa destacou a importância de consolidar a imagem da produção olivícola portuguesa e de reforçar a presença em mercados estratégicos. Entre os exemplos considerados, figure a possibilidade de ampliar a presença norte‑americana, onde o azeite é comercializado também em espaços como farmácias.
A análise aponta para a necessidade de alinhamento entre qualidade, comunicação e distribuição, para transformar o azeite português num produto mais acessível e conhecido globalmente. A discussão segue para novas iniciativas de promoção e parceria entre produtores, retalho e importadores.
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