- O Mundial de 2026 pode gerar até 945 milhões de euros para a economia de Portugal, segundo o IPAM, mesmo sem o país ser anfitrião.
- O impacto dependerá da performance da Seleção Nacional, com estimativas entre 378 milhões de euros (fase de grupos) e 945 milhões de euros (se houver vitória).
- O estudo aponta quatro motores principais: maior poder de compra, realização em mercados de alta capacidade económica, aumento do formato para 48 seleções e 104 jogos, e consolidação da economia digital como fonte de valor.
- O crescimento envolve um conjunto de ações fora do estádio, incluindo consumo, atenção, interação digital e ativação por parte de adeptos, marcas e media.
- O conteúdo digital já representa cerca de 23% do impacto, com destaque para consumo doméstico, restauração e publicidade, e haverá também contributos de cartas, cromos e merchandising, apostas e plataformas digitais.
O Mundial de futebol de 2026 pode gerar até 945 milhões de euros na economia portuguesa, mesmo sem Portugal ser país anfitrião, aponta um estudo do IPAM. O valor depende diretamente da performance da Seleção Nacional e do envolvimento de fãs, marcas e media.
O estudo analisa um impacto entre 378 e 945 milhões de euros, com o mínimo na fase de grupos e cenários intermédio e de vitória. A variação está ligada a quatro fatores centrais, incluindo o aumento do poder de compra e a expansão do evento para mercados de elevada capacidade económica.
Composição e fatores-chave do impacto
A investigação identifica como principais motores: consumo doméstico, restauração, publicidade e media, com o digital já a representar quase um quarto do total. O estudo sublinha o papel crescente dos adepts digitais e da economia de conteúdos.
O fenómeno também passa pela organização da competição em mercados como EUA, Canadá e México, pela ampliação para 48 seleções e 104 jogos e pela consolidação da economia digital como fonte de valor. O adepto surge como novo ativo económico.
Cenários, comportamento e comparação com 2016
O Euro 2016, ganho por Portugal, teve impacto estimado de 609 milhões de euros, ficando aquém do cenário máximo previsto para 2026. A projeção pode ultrapassar esse marco, dependendo da ativação e do envolvimento digital.
Entre os contributos identificados estão cartas e cromos, merchandising e apostas, evidenciando uma dinâmica de consumo emocional e colecionável. As viagens têm peso menor, alinhando-se com um evento realizado fora da Europa.
Perspetivas para o Mundial 2030
O IPAM aponta que o Mundial 2026 demonstra a necessidade de ativação estratégica contínua, antes, durante e depois do evento. O valor não está apenas no estádio, mas na capacidade de amplificar e transformar o consumo em conteúdo e interação.
A análise antecipa também novos desafios para marcas, media e setor económico, com maior foco em ativações em tempo real, mesclando televisão, streaming e conteúdos digitais. O ritmo de transformação é visto como determinante para o retorno económico.
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