- A quebra da atividade económica em Portugal foi de 5,1% na semana terminada em 7 de Junho, com o dia 3 de Junho de greve da CGTP a marcar a maior contração num dia útil desde Dezembro.
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- A greve de 3 de Junho foi convocada pela CGTP contra a reforma laboral proposta pelo Governo, apoiado por PSD e CDS-PP.
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- O indicador diário de atividade económica (DEI) agrega dados como tráfego de veículos pesados, consumo de eletricidade e gás, carga e correio desembarcados e compras com cartão.
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- A greve de Dezembro, com participação da UGT, registou uma contração de 8% num dia útil, em comparação com o 5,1% de Junho.
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- A maior quebra já registada ocorreu em 28 de Abril de 2025, no apagão que afetou Portugal continental, Espanha e Andorra, com recuo de 14,5%.
O dia 3 de Junho ficou marcado pela greve geral convocada pela CGTP, que afetou trabalhadores do público e do privado. A quebra da atividade económica em Portugal atingiu 5,1% num dia útil, indicador pela primeira vez abaixo da observação prévia para a semana de 7 de Junho. A greve foi motivada pela oposição à reforma laboral apresentada pelo Governo, com apoio de PSD e CDS-PP.
A queda registada é inferior à da greve de Dezembro, que envolveu a UGT e deixou uma contração maior. O Banco de Portugal divulga o indicador diário de atividade (DEI), que agrega dados de tráfego rodoviário, consumo de eletricidade e gás, movimento em aeroportos e compras com cartão no país.
O DEI serve para medir variações rápidas na atividade económica, proporcionando uma leitura sobre o comportamento económico durante a greve. O dia 3 de Junho surge como a maior quebra num dia útil desde a greve de 11 de Dezembro, que teve impacto semelhante com a participação das duas centrais sindicais.
Contexto histórico
Outras quedas registaram-se em eventos anteriores, como o apagão de 28 de Abril de 2025, que encerrou grande parte do fornecimento elétrico em Portugal continental, Espanha e Andorra, com recuo de 14,5% no DEI. A greve de Dezembro de 2025 também destacou-se pela participação de diferentes centrais.
O relatório do BdP aponta que, na semana terminada a 7 de Junho, a variação homóloga da atividade económica foi menor do que na semana anterior, refletindo o impacto da greve que decorreu nos primeiros dias. O indicador continua a fornecer uma leitura rápida da atividade, sem destrinçar efeitos setoriais de forma detalhada.
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