- O Banco de Portugal registou uma quebra de 5,1% na atividade económica em 3 de junho, dia da greve geral.
- O indicador diário de atividade económica (DEI) apontou a maior contração num dia útil desde a greve de dezembro.
- Na semana até 7 de junho houve variação homóloga abaixo da observada na semana anterior, em parte devido à greve.
- A greve foi convocada pela CGTP contra a reforma laboral apresentada pelo Governo, apoiado por PSD e CDS-PP.
A atividade económica em Portugal registou uma queda de 5,1% no dia 3 de junho, data da greve geral. O indicador diário de atividade económica (DEI) do Banco de Portugal revelou a contração mais acentuada num dia útil desde a greve de dezembro. O país viveu, nesse dia, interrupções significativas na atividade por causa da greve.
Segundo a nota acompanhando o DEI, a semana até 7 de junho mostrou uma variação homóloga inferior à da semana anterior, ainda que marcada pela greve geral. O banco ressalva que o período de referência ficou fortemente impactado pelo protesto.
A greve foi convocada pela CGTP para contestar a reforma laboral apresentada pelo Governo, apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP. Este contexto de paralisação contribuiu para a deterioração mensal da atividade económica verificada nesse dia.
Contexto da greve e perspetivas
Durante a semana, continuaram a surgir dados que ajudam a medir o impacto da paralisação na atividade económica e nos serviços. As entidades oficiais destacam que o decréscimo de 5,1% se deve principalmente à perturbação causada pela greve, com efeitos que podem estender-se a setores sensíveis.
O BdP reforça a importância de interpretar o DEI como indicador diário, sujeito a variações entre dias úteis, feriados e eventos setoriais. A instituição mantém a monitorização contínua para avaliar tendências mais amplas da atividade.
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