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Quem trabalha mais na Europa? Países com semanas longas e curtas

Países balcânicos registam as semanas de trabalho mais longas; Países Baixos, as mais curtas, reflectindo negociação coletiva e estrutura económica

Colaboradores da MAN Turbo AG trabalham na quarta-feira, 14 de outubro de 2009, em turbinas a vapor na fábrica da MAN em Oberhausen.
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  • A média de horas de trabalho na União Europeia é de 35,9 horas por semana; os Países Baixos registam a mais baixa (31,9) e a Grécia a mais alta (39,6), com o máximo de 42,4 horas quando incluem países candidatos à adesão e membros da AECL (Turquia).
  • Os Países Baixos destacam-se pela baixa duração da semana e pela elevada proporção de emprego a tempo parcial (cerca de 43%), além de terem uma das semanas de trabalho mais curtas por contrato coletivo.
  • Entre as quatro maiores economias da UE, a Alemanha tem a semana mais curta (33,9 horas), enquanto França (35,6) e Espanha (36,3) ficam acima da média europeia (35,9).
  • Fatores explicativos incluem a negociação coletiva, o regime de fixação do tempo de trabalho, a estrutura de emprego e a composição setorial da economia.
  • Em termos setoriais, agricultura/silvicultura/pesca chegam a 42 horas por semana, seguidos por quadros de direção (40,6) e forças armadas (39,4); profissões elementares têm a semana mais curta (31,8).

Na União Europeia, as horas de trabalho efetivas variam significativamente entre países, revela o Eurostat. O relatório analisa trabalhadores entre os 20 e os 64 anos, em emprego principal, com ou sem tempo parcial. A média europeia situou-se em 35,9 horas por semana.

Os Países Baixos registam a semana de trabalho mais curta, com 31,9 horas. A diferença face a outros Estados é explicada, em parte, pela elevada proporção de emprego a tempo parcial, perto de 43% no país.

Por outro lado, a Grécia apresenta uma média de 39,6 horas semanais, o valor mais alto entre os membros da UE. As economias dos Balcãs são citadas como fator que contribui para jornadas mais longas, especialmente em países como Turquia, Bósnia e Sérvia.

Entre os grandes da UE, a Alemanha tem a semana de trabalho mais curta, com 33,9 horas. França, Itália e Espanha aparecem acima da média comunitária, com 35,6, 36,1 e 36,3 horas, respetivamente.

A diferença entre Alemanha e Espanha, a maior entre estas quatro economias, supera as duas horas semanais, refletindo convicções laborais distintas e o peso da negociação coletiva. O impacto dos sindicatos é mencionado por especialistas.

A investigação aponta que regimes de fixação do tempo de trabalho, estrutura de emprego e estrutura económica influenciam fortemente as horas trabalhadas. Regimes mais cooperativos costumam reduzir a duração média.

O trabalho a tempo parcial facilita jornadas mais curtas, especialmente onde o peso deste regime é elevado. Trabalhadores por conta própria tendem a ter horários mais flexíveis, mas podem trabalhar mais horas.

Na prática, o Norte e o Oeste da Europa apresentam semanas de trabalho mais curtas do que o Leste e o Centro, segundo os analistas. A disponibilidade de negociação colectiva surge como fator-chave.

Setores distintos mostram variações relevantes: agricultura, silvicultura e pesca concentram a semana mais longa (42 horas). Em contrapartida, profissões elementares chegam perto das 32 horas.

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