- A inflação anual nos Estados Unidos subiu para 4,2% em maio, o maior desde há três anos, impulsionada pela subida dos combustíveis.
- Em termos mensais, os preços avançaram 0,5%; a inflação subjacente (exclui alimentação e energia) aumentou 0,2%, mantendo-se nos 2,9% em comparação anual.
- O custo da energia foi o principal motor, com a gasolina a subir para uma média em torno de 4,49 dólares por galão em meados de maio e depois a recuar para 4,16 dólares.
- Outras pressões de preço incluíram vestuário (+0,3%), tarifas aéreas (+2,7% em maio) e eletricidade (+0,6%), com a inflação de bens alimentares a subir 0,7% em abril.
- A inflação persistente complica as perspetivas da Reserva Federal: o mercado espera possível subida das taxas em dezembro, apesar de alguns dirigentes defenderem que ainda não é hora de cortar.
A inflação anual nos Estados Unidos acelerou para 4,2% em maio, impulsionada pela subida dos combustíveis. O aumento vem num momento em que a inflação geral pressiona os orçamentos familiares e condiciona a trajetória das taxas de juro da Reserva Federal.
Os preços no consumidor subiram 0,5% em maio face a abril, com a energia a contribuir significativamente. A gasolina recuou desde maio, mas os custos energéticos mantêm-se elevados face ao ano anterior. A inflação subjacente avançou 0,2% no mês, mantendo-se mais moderada.
Em termos anuais, a inflação subjacente passou de 2,8% para 2,9%. Diversos bens e serviços ficaram mais caros, incluindo vestuário (+0,3%) e tarifas aéreas (+2,7% em maio). A eletricidade registou uma subida de 0,6% no mês, refletindo também o cenário de energia.
A leitura surge num contexto de maior previsibilidade de aperto monetário. Os investidores esperam, para dezembro, um possível aumento das taxas da Fed, refletindo a percepção de inflação persistente e de custos de financiamento mais elevados.
A escalada da inflação ocorreu num momento em que o emprego mostrou resistência, com contratações mais rápidas em maio. No entanto, as autoridades mantêm foco na relação entre inflação e o custo de vida, sem indicar uma mudança abrupta na política.
As pressões inflacionistas foram atribuídas a fatores como o aumento dos preços da energia e de bens importados, com o petróleo e o gás a influenciar o custo de vida. O governo analisa como estas dinâmicas podem afetar o equilíbrio orçamental no médio prazo.
As leituras recentes também apontam para potenciais impactos no custo de financiamento de empresas, habitação e transporte. Empresas de logística já ajustaram tarifas devido a custos de combustível, o que pode influenciar os preços ao consumidor.
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