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SpaceX entra na bolsa: como retalho europeu pode comprar ações e riscos

SpaceX abre-se à bolsa, possível maior IPO; retalho europeu pode investir via fintechs, mas há volatilidade e risco cambial, além de flipping.

Foguetão gigante Starship da SpaceX faz voo de teste em Starbase, Texas, 22 de maio de 2026
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  • A SpaceX vai estrear-se em bolsa na sexta-feira, 12 de junho, com uma IPO que pode ser a maior de sempre, fixando o preço em 135 USD por ação e avaliando a empresa em cerca de 1,75 biliões USD, visando angariar cerca de 75 mil milhões USD em capital novo.
  • A operação reserva até 30% da oferta a investidores de retalho, uma fatia incomum em grandes IPOs, normalmente dominadas por investidores institucionais.
  • O retalho europeu pode aceder a até 55,6 milhões de ações Classe A (cerca de 10% do total), em sete países: Alemanha, França, Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Espanha e Suécia, com Reino Unido também elegível.
  • Plataformas de retalho citadas incluem Revolut, Hargreaves Lansdown e eToro; os montantes mínimos variam entre plataformas (ex.: 750 USD na eToro, 1.000 libras na Hargreaves Lansdown).
  • Riscos a considerar: volatilidade de preço, possibilidade de não receber ações na atribuição inicial, risco cambial para quem investe em euros, e o potencial de inclusão em índices que atraem fundos passivos; a SpaceX registrou prejuízo em 2025, o que pode influenciar a perceção de valor.

A SpaceX prepara a sua estreia em bolsa na sexta-feira, 12 de junho, numa Oferta Pública Inicial que pode ser a maior de sempre. O preço fixo é de 135 dólares por ação, avaliando a empresa em cerca de 1,75 biliões de dólares e a levantar aproximadamente 75 mil milhões de dólares em capital novo. A negociação será under o símbolo SPCX.

A oferta reserva até 30% para investidores de retalho, uma fatia superior ao que é comum em grandes IPOs, onde o retalho costuma representar entre 5% e 10%. A manobra marca uma alteração estrutural significativa na forma como as ações são disponibilizadas ao público em geral.

Historicamente, investidores de retalho europeus enfrentam barreiras para subscrever IPO norte-americanas ao preço de colocação. O prospeto indica que até 55,6 milhões de ações Classe A, cerca de 10% do total, serão disponibilizadas a retalho em sete países da Europa: Alemanha, França, Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Espanha e Suécia. No Reino Unido, também há acesso através de plataformas dedicadas.

Acesso de retalho europeu

Investidores podem participar via fintechs e intermediários online, como Revolut, Hargreaves Lansdown e eToro. No Reino Unido, a Marex Financial gere a oferta para oito plataformas, incluindo AJ Bell, CMC Markets, eToro, Freetrade e Interactive Brokers.

Acesso varia entre plataformas: por exemplo, a eToro exige um mínimo de 750 dólares, enquanto a Hargreaves Lansdown requer 1.000 libras. A Trade Republic confirmou, na Alemanha, que clientes podem aceder à SpaceX na IPO através da plataforma.

Riscos e dinâmicas de mercado

Não existe garantia de atribuição de ações aos interessados. A primeira ronda pode implicar venda futura chamada flips, o que pode afetar novas atribuições. Espera-se elevada volatilidade nos dias seguintes à entrada em negociação.

Existe também risco cambial para investidores europeus, já que as ações são cotadas em dólares. A inclusão em grandes índices poderá atrair compradores automáticos de fundos passivos, dependendo de critérios de elegibilidade que algumas entidades já favoreceram.

Perspetivas de rentabilidade e governança

A SpaceX registou prejuízos significativos em 2025, apesar de receitas elevadas, o que pode influenciar o cumprimento de critérios de inclusão em índices como o S&P 500. A verte de governança, que confere a Elon Musk controlo relevante, é outra variável na avaliação de certos investidores institucionais.

Alguns fundos europeus já avisam sobre a hesitação na participação, citando governança e valor relativo. O prospeto da empresa também aponta que a rentabilidade a curto prazo não é garantida. O cenário depende de evoluções de mercado, de inclusão em índices e da perceção de valor pelos investidores.

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