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Construção cresce no 1.º trimestre, com recuo em licenciamento

Investimento em construção cresce 2,6% no 1.º trimestre, acima da economia; licenciamento municipal recua e a contratação pública continua em contração

Construção cresce no 1.º trimestre apesar de recuo no licenciamento e obras públicas
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  • O investimento em construção cresceu 2,6% no 1.º trimestre de 2026, com o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a subir 2,0%, em linha com a recuperação da economia, que teve o PIB a avançar 2,3% em termos homólogos.
  • O crédito ao setor da construção registou uma evolução favorável, com o stock de crédito às empresas do setor a subir 12,1% face a igual mês de 2025, o valor mais alto desde dezembro de 2020.
  • No licenciamento municipal, há sinais de moderação: o total de obras de edificação e demolição licenciadas caiu 11,8% e a área licenciada recuou, totalizando menos 376.658 metros quadrados face ao 1.º trimestre de 2025.
  • Os custos de construção de habitação nova subiram 5,8% em março de 2026, impulsionados por um aumento de 3,7% no preço dos materiais e de 8,2% na mão de obra.
  • O mercado das obras públicas continuou a contrair: em abril, os concursos promovidos somaram 2.385 milhões de euros (queda de 44%), e os contratos efetivamente assinados totalizaram 1.336 milhões de euros (queda de 25%).

O investimento em construção cresceu 2,6% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN). O Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor subiu 2,0%, indicando resiliência da atividade, pese ao ambiente macro.

A economia nacional expandiu-se 2,3% no mesmo periodo, impulsionada pela procura interna. A AICCOPN aponta que o PIB robustece o papel da construção como motor do crescimento, com o investimento em construção a evidenciar avanços superiores ao agregado económico.

O consumo de cimento aumentou 6,3% até abril, o que consolida a dinâmica positiva do setor. A associação destaca que a evolução do setor se manteve ao nível do suportado pela procura interna, nomeadamente investimento e consumo privado.

Licenciamento e obras públicas

No primeiro trimestre, o número de obras de edificação e demolição licenciadas recuou 11,8% face ao mesmo periodo de 2025. A área licenciada baixou 14,1% em habitações e 7,0% em edifícios não residenciais, traduzindo uma perda global de 376.658 m².

Os custos de produção na construção aumentaram 5,8% em março, face ao mesmo mês de 2025. Este crescimento resulta de um aumento de 3,7% no preço dos materiais e de 8,2% na componente laboral.

No que diz respeito a financiamento, o BdP sinaliza uma evolução favorável do crédito ao setor: em abril, o stock de crédito às empresas ligadas à construção subiu 12,1% em termos homólogos, atingindo o nível mais elevado desde 2020.

Mercado de obras públicas

O mercado de obras públicas manteve-se em contracção no início do segundo trimestre de 2026. Abril registou 2.385 milhões de euros em concursos, menos 44% face ao mesmo mês de 2025.

O total de contratos públicos celebrados chegou a 1.336 milhões de euros, uma quebra homóloga de 25%. A redução traduz uma retoma mais lenta do investimento público no sector.

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