- O projeto de execução da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, em consulta pública até 29 de junho, mantém demolições em Campanhã: 44 habitações, sete atividades económicas e três edifícios de outra categoria, e em Gaia: 43 habitações e 37 empresas.
- Em Gaia, o acréscimo de empresas contrasta com a redução de habitações demolidas em relação ao projeto anterior; Santo Ovídio é a zona mais afetada (14 habitações e seis empresas).
- A redução de demolições habitacionais em Gaia deve-se à não construção da estação em Vilar do Paraíso, evitando demolições na Guardal de Cima, mantendo, porém, demolições em zonas industriais como São Caetano e os Terços.
- O traçado inclui a única ponte sobre o Douro e várias estruturas: túneis em Vila Nova de Gaia, Negrelos, Casaldeita e Cassufas, além de viadutos na A29 e na Pedreira das Lajes.
- As obras do primeiro troço devem arrancar este ano, com conclusão prevista para 2030; a ligação Porto-Lisboa em alta velocidade deverá levar cerca de 1h15, com paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria, e a totalidade está prevista para 2032.
O projeto de execução da linha de alta velocidade Porto-Gaia confirma demolições em Campanhã, no Porto, para expandir a estação. Inclui 44 habitações, sete atividades económicas e três edifícios de outras categorias. Em Gaia, prevê-se demolições de 43 habitações e 37 empresas.
No total, a obra afeta ainda dezenas de casas na Rua da China, nas travessas da Presa da Agra e do Freixo, já referidas pela Lusa em outubro. A diferença face ao projeto anterior reduz o impacto habitacional em Gaia.
A consulta pública, aberta até 29 de junho, incide sobre o troço Espinho-Porto-Gaia da linha Porto-Lisboa. Mantém-se a previsão de demolições no Porto e ajusta-se o território gaiense, com menor execução de habitações.
Impacto em Campanhã e Gaia
Em Campanhã, as áreas mais afetadas concentram-se na Rua da China e arredores, com várias casas demolidadas para a expansão da estação. A área industrial mais afetada inclui números de empresas na zona de São Caetano e Terços.
Gaia será maioritariamente subterrânea, reduzindo o número de habitações demolidadas. Mantêm-se, porém, demolições de empresas na zona industrial de São Caetano (15) e nos Terços (nove), além de 24 habitações distribuídas pelo concelho.
Em Santo Ovídio haverá 14 habitações e seis empresas afetadas, mais um edifício de outra tipologia. Em Espinho, Anta representa oito habitações e três atividades económicas, com uma habitação que fica em território de Santa Maria da Feira.
A infraestrutura prevê uma ponte sobre o Douro, bem como passagens e viadutos em Gaia, Espinho e Santa Maria da Feira. As obras do primeiro troço devem arrancar este ano, com conclusão prevista para 2030.
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