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Privados: trabalhadores cada vez mais perto do salário mínimo

Banco de Portugal aponta que, em 2025, o salário mínimo chega a 91% do salário mediano no privado, sinalizando compressão salarial e riscos para incentivos e produtividade

Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal
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  • O Banco de Portugal revelou que, em 2025, o salário mínimo nacional representava 91% do salário mediano no setor privado, subindo de 87% em 2019.
  • A distribuição salarial está a compressar, com aumentos maiores para os ordenados mais baixos, o que reduz a desigualdade, mas levanta dúvidas sobre incentivos e produtividade.
  • Em 2024, Portugal tinha o índice Kaitz mais elevado da Zona Euro, com a diferença entre salário mínimo e mediano de cerca de 100 euros.
  • Em crédito ao consumo, mais de metade foi contratado através de intermediários; em crédito à habitação, esse indicador foi de 56%.
  • O recurso a intermediários é mais frequente entre pessoas com menor literacia financeira, idosos e com menor escolaridade.

Há cada vez mais portugueses com ordenados próximos do salário mínimo nacional (SMN). Dados do BdP mostram que, em 2025, o SMN representa 91% do salário mediano no setor privado, acima de 87% em 2019. A divergência tem aumentado no agregado.

A instituição alerta para uma compressão gradual da distribuição salarial, com aumentos nos níveis mais baixos. Enquanto reduz a desigualdade, há riscos ligados aos incentivos dos trabalhadores e à produtividade da economia.

Riscos da compressão

O BdP aponta que a proximidade do SMN ao salário mediano pode influenciar a motivação e o desempenho produtivo, sendo um tema de preocupação para o sistema financeiro.

Crédito e intermediários

Sobre crédito pessoal, o BdP conclui que usar intermediários está associado a TAEG mais alta do que contratação direta. Em 2025, 51% do crédito aos consumidores e 56% do crédito à habitação passaram por intermediários.

Perfil dos consumidores

O relatório indica que a utilização de intermediários é mais provável entre pessoas com menor literacia financeira, idosos e com menor escolaridade, refletindo obstáculos no acesso a informação financeira.

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