- Hotéis de luxo do Dubai reduziram preços para atrair residentes e compensar a perda de turistas desde o início da guerra no Médio Oriente.
- Na Palm, os cinco-estrelas passaram a vender pacotes para residentes; um quarto do preço praticado antes do conflito, com o Anantara a registar ocupação elevada aos fins de semana.
- Dados indicam que o Dubai tem cerca de 827 hotéis, 173 deles cinco estrelas, com ocupação acima de oitenta por cento antes do ataque EUA-Israel contra o Irão.
- A retaliação iraniana afetou hotéis e aeroportos dos Emirados, incluindo a Palm e o Burj Al-Arab; com o cessar-fogo de 8 de abril, alguns turistas começaram a regressar, mas em baixa.
- Alguns hotéis, como o Burj Al Arab, fecharam temporariamente para renovações; prevê-se o regresso de residentes até julho, com turismo internacional ainda abaixo dos níveis anteriores.
O Dubai tem reagido à guerra no Médio Oriente com uma estratégia de redução de preços nos hotéis de luxo. As elephants do mercado, antes voltados quase exclusivamente a turistas ricos, passaram a depender em maior parte de residentes que procuram experiências de alto nível a custos mais baixos.
Desde o início do conflito, que envolve EUA e Israel contra o Irão, os hotéis de cinco estrelas da ilha artificial Palm começaram a oferecer pacotes a preços próximos dos praticados antes do conflito, com o objetivo de manter ocupação. A procura por esse tipo de alojamento entre residentes aumentou de forma significativa.
A taxa de ocupação variou conforme o dia da semana: fins de semana chegam a 70-90%, enquanto dias úteis ficam entre 20-30%. Mesmo assim, muitos estabelecimentos continuam a registar lucro suficiente para evitar despedimentos, graças a descontos que podem chegar a 50%.
Impacto no setor hoteleiro de luxo
O Anantara The Palm Dubai Resort confirmou ocupação elevada devido às promoções para residentes, mantendo serviços disponibilizados com capacidade reduzida. A estratégia permite manter liquidez e evitar cortes de postos de trabalho.
O Burj Al Arab, ícone da cidade, encerrou temporariamente as atividades para obras de renovação. Em Downtown Dubai, hotéis orientados ao turismo de negócios reduziram salários e pessoal, com sinais de recuperação lenta face aos níveis anteriores à guerra.
O cessar-fogo, declarado a 8 de abril, não devolveu ainda o fluxo de turistas internacionais ao Dubai. Espera-se uma melhoria gradual até julho, altura em que muitos residentes devem regressar aos seus países para férias.
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