- O regresso das hostilidades entre o Irão e Israel aumenta a tensão no Médio Oriente, com o Brent a subir acima de 97 dólares o barril e bolsa globais em queda.
- Os mercados asiáticos registaram perdas acentuadas durante a madrugada, e a Europa abriu em terreno negativo, com o Stoxx 600 a cair 0,7%.
- Dados de emprego dos Estados Unidos sugerem maior probabilidade de subida de juros, o que também penaliza ações associadas à Inteligência Artificial (IA).
- O impacto do conflito alimenta o pessimismo e dificulta perspetivas de um acordo entre os EUA e o Irão, agravando o recuo das bolsas.
- Na Europa, setores mais afetados incluem companhias aéreas, como a Lufthansa e a Air France, juntamente com as tecnologicas.
O regresso das hostilidades entre o Irão e Israel intensifica a pressão nos mercados globais, num contexto já desfavorável pela perspetiva de subida das taxas de juro nos EUA. O preço do crude sobe, enquanto as bolsas recuam, agravando o cenário causado pela fraqueza na procura de ações ligadas a IA.
Ao início da sessão europeia, o ambiente negativo ganhou força com o ressurgimento do conflito no Médio Oriente. O irromper de ataques entre Israel e o Irão complicou perspetivas de um acordo com Washington, ampliando a aversão ao risco nos mercados mundiais.
Mercados sob pressão global
No pregão asiático da madrugada, registou-se queda acentuada, com o índice principal da Coreia do Sul a cair 8,3%. A Europa acompanhou a tendência, com o Stoxx600 a descer 0,7%, atingindo o piso das duas últimas semanas.
As preocupações com políticas monetárias também pesaram. Dados de emprego dos EUA, divulgados na passada sexta-feira, mostraram criação de empregos acima do esperado, alimentando especulações sobre nova subida de juros pela Reserva Federal.
Impacto nos preços e no setor empresarial
O petróleo reage rapidamente ao cenário regional. O barril Brent subiu mais de 4 dólares, situando-se perto de 97 dólares, à medida que a tensão geopolítica se intensifica.
Entre as ações, as companhias aéreas, como Lufthansa e Air France, juntaram-se ao setor tecnológico entre aquelas que registam perdas significativas, reflectindo a aversão ao risco e as reações a possíveis impactos na oferta e na procura.
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