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OCDE prevê que conflito no Oriente Médio freia crescimento e acelera inflação

OCDE alerta que o conflito no Médio Oriente poderá desacelerar o crescimento global e acelerar a inflação, conforme a duração da crise

OCDE defende que conflito no Médio Oriente irá abrandar crescimento e acelerar a inflação
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  • A OCDE afirma que o conflito no Médio Oriente vai desacelerar o crescimento global e aumentar a inflação.
  • A organização destaca a importância de manter um sistema de comércio internacional aberto e baseado em regras.
  • O secretário-geral, Mathias Cormann, disse que o impacto final depende da duração e intensidade das perturbações.
  • Os cenários da OCDE incluem interrupções temporárias e prolongadas nas rotas comerciais e energéticas, com crescimento mundial significativamente mais fraco este ano.
  • Antes do conflito, a OCDE revisava em alta as perspetivas para 2026 e 2027, apoiadas pelo investimento em IA e por tarifas americanas mais baixas do que o previsto.

A OCDE alerta que o conflito no Médio Oriente vai abrandar o crescimento global e acelerar a inflação. A organização defende a manutenção de um sistema de comércio internacional aberto e baseado em regras. O avisou foi feito hoje por Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, em Paris, após o Conselho Ministerial.

De acordo com as projeções apresentadas pela OCDE, o crescimento económico mundial deverá ser significativamente mais fraco este ano, devido às tensões geopolíticas e energéticas associadas ao conflito. O relatório baseia-se em dois cenários: interrupções temporárias e interrupções prolongadas das rotas comerciais e energéticas.

Um fim rápido do conflito seria melhor para as perspetivas de crescimento, destacou Cormann. A OCDE reiterou que o impacto final depende da duração e da intensidade da crise, e que o comércio global deve manter as regras em vigor para preservar a estabilidade.

A organização reviu em alta, antes do conflito, as perspetivas para 2026 e 2027, após um crescimento mundial de 3,4% em 2025. Entre os fatores positivos anteriores, destacava-se o forte dinamismo dos investimentos em inteligência artificial e tarifas efetivas nos EUA abaixo do previsto.

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