- Número global de multimilionários chegou a 25,3 milhões em 2025, representando 0,30% da população mundial estimada em 8,23 mil milhões.
- A riqueza total desses indivíduos atingiu 98,3 mil milhões de euros, o maior aumento anual desde 2018.
- Os ultra-ricos, com património superior a 30 milhões de dólares, cresceram 9,4% e já somam cerca de 250.000 pessoas.
- América do Norte teve o maior crescimento absoluto, com +9,1% e 8,7 milhões de milionários, puxado principalmente pelos EUA, que registaram 736.000 novos milionários.
- Região Ásia-Pacífico registou o maior aumento relativo (9,4% no número e 10,5% no património), com Japão (436.000) e China (154.000) a registarem os maiores acréscimos.
O número de multimilionários no mundo cresceu 7,9% em 2025, para 25,3 milhões de pessoas. O património médio subiu 8,7%, impulsionado pelos mercados bolsistas e pelo setor de IA. Hoje, 0,30% da população mundial detém esse montante.
A revelação é da consultora CapGemini, que publicou um relatório sobre riqueza líquida em dólares. O documento indica um recorde de 98,3 mil milhões de euros em 2025, o maior aumento anual desde 2018.
Os ultra-ricos, com património superior a 30 milhões de dólares, foram os que mais viram o valor aumentar, em 9,4%. Este grupo já soma quase 250.000 pessoas no total.
Globalmente, o 1% mais rico representou 34,8% do total de multimilionários, evidenciando concentração de riqueza em meia dúzia de por cento da população mundial.
Ásia-Pacífico registrou o maior aumento relativo, com cerca de 9,4% no número de ricos e 10,5% no património. Japão (436.000) e China (154.000) lideraram os novos milionários da região.
Na América do Norte, o crescimento foi de 9,1%, com os EUA a responderem por grande parte dos novos milionários: 736.000. O país passou a totalizar 8,7 milhões de multimilionários.
Na Europa, o crescimento foi de 6,5%, depois de queda em 2024. Luxemburgo (13,5%) e Alemanha (11,1%) registaram os aumentos mais fortes; França (2,7%) e Reino Unido (2,6%) tiveram ascensões mais moderadas.
Na América Latina, o índice subiu 0,3% face a 2024, devido à incerteza comercial. O México destacou-se com um ganho de 1,8% no número de ricos e de 5,4% no património.
Em África, os ultrarricos com património investível fora do país de residência cresceram 4,1%, puxados pela valorização de metais preciosos. Marrocos liderou o aumento, com 16,8%.
No Médio Oriente, houve uma redução de 1,4% no número de milionários, acompanhando a queda do preço do petróleo.
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