- A Comissão Europeia reforçou o procedimento de infração contra a Espanha, por ter permitido ao Governo de Pedro Sánchez interferir na operação que iria unir BBVA e Sabadell.
- No mesmo dia, Bruxelas aprovou regras que flexibilizam as exigências para o setor bancário europeu.
- Os passos visam facilitar a criação de bancos de maior dimensão para competir com entidades internacionais, nomeadamente nos Estados Unidos, Reino Unido e China.
- A equipa da comissária Maria Luís Albuquerque quer adiar, até 2030, a entrada em vigor de regras internacionais para não perder equilíbrio face aos EUA e ao Reino Unido.
- Mantém-se o foco de moderar obstáculos à constituição de grandes bancos na Europa.
A Comissão Europeia reforçou o procedimento de infracção aberto contra Espanha por uma legislação que permitiu ao Governo de Pedro Sánchez intervir na operação que visava fundir dois dos maiores bancos do país, o BBVA e o Sabadell. A medida coincide com a aprovação de regras que flexibilizam exigências ao sector bancário europeu.
Segundo Bruxelas, a legislação espanhola pode comprometer regras europeias de concorrência e de supervisão financeira, afetando o funcionamento de fusionar bancos de grande dimensão. O processo de infracção já estava aberto e foi intensificado no mesmo dia em que se anunciaram estas mudanças.
Entretanto, a equipa da comissária europeia Maria Luís Albuquerque aprovou um conjunto de regras que aliviam requisitos para o sector bancário, visando facilitar a constituição de entidades com presença transfronteiriça. O objetivo é manter a capacidade competitiva face aos EUA, ao Reino Unido e à China.
Contexto regulatório
As novas medidas apresentam-se num momento de maior pressão para reforçar a dimensão dos bancos europeus. Bruxelas afirma que as regras visam equilibrar estabilidade financeira com competição, mantendo salvaguardas prudenciais e de supervisão.
Benefícios e riscos para o mercado
Analistas apontam que a flexibilização pode acelerar fusões e ampliar o peso europeu no cenário global. Por outro lado, críticas sugerem que suavizar requisitos pode aumentar riscos de incumprimento regulatório e de concentração.
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