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União Europeia até 1,3 milhões de empregos em risco com guerra no Oriente Médio

Comissão Europeia alerta que até 1,3 milhões de empregos na UE podem ficar em risco, sobretudo em indústrias intensivas em energia, devido à guerra no Médio Oriente

Trabalhador da construção civil caminha na sala das turbinas da central nuclear Olkiluoto 3 (OL3), em Eurajoki, no sudoeste da Finlândia, 23 de março de 2011
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  • A União Europeia avisa que até 1,3 milhões de empregos estão em risco devido à guerra no Médio Oriente, sobretudo nas indústrias intensivas em energia.
  • A previsão foi feita pela comissária para o Emprego, Roxana Mînzatu, durante a apresentação do Pacote do Semestre da Primavera de 2026.
  • O aumento dos custos de energia pode afetar mais os rendimentos mais baixos, levando autoridades nacionais a adotarem medidas de apoio aos grupos mais vulneráveis.
  • O conflito já tem impactos na economia europeia, com subida de preços da energia, desaceleração do crescimento e pressão na inflação; há variações entre Estados‑membros que afetam a competitividade.
  • O pacote prioriza emprego, educação e competências em setores estratégicos (cibersegurança, computação quântica, inteligência artificial e semicondutores) e aponta que 77% das empresas vêem a falta de competências como obstáculo ao investimento.

Ontem, a Comissão Europeia alertou que até 1,3 milhões de postos de trabalho na União Europeia estão em risco devido à guerra no Médio Oriente. A informação foi apresentada pela comissária para o Emprego, Roxana Mînzatu, durante a divulgação do Pacote do Semestre da Primavera de 2026. O anúncio ocorreu em Bruxelas, no âmbito das prioridades económicas da UE.

Segundo a comissária, o risco é mais elevado nas indústrias intensivas em energia, que enfrentam custos mais elevados. A responsável sublinhou que o aumento dos preços da energia pode afetar especialmente os agregados com rendimentos mais baixos, apelando a medidas de apoio aos grupos vulneráveis.

A comissária explicou que a avaliação forma parte de previsões económicas que indicam uma desaceleração do crescimento europeu e uma pressão inflacionária decorrentes do conflito. A Comissão nota ainda que há variações significativas entre os Estados-membros, o que pode comprometer a competitividade da UE.

Principais prioridades

O Pacote do Semestre dedica-se, sobretudo, a emprego de qualidade e à resolução de carências de mão de obra qualificada em setores estratégicos. Melhorar a formação e alinhar competências com as necessidades do mercado são prioridades centrais, especialmente em áreas como cibersegurança, computação quântica, IA e semicondutores.

Na conferência, Mînzatu indicou que 77% das empresas europeias veem a falta de competências como entrave ao investimento. A comissária citou más condições de trabalho como principal fator das carências, defendendo medidas para atrair talento e melhorar rendimentos.

Impulso competitivo

A presidente Ursula von der Leyen tem vindo a posicionar a competitividade como prioridade, em meio a incertezas geopolíticas. O pacote atual visa reduzir barreiras no mercado único, favorecer o investimento e reduzir dependências estratégicas, particularmente face a China e aos EUA.

A Comissão incentiva os Estados-membros a fortalecerem políticas industriais, ampliarem o investimento em mercados de capitais e simplificarem encargos administrativos. O objetivo é acelerar reformas económicas na UE, dependendo da ação coordenada dos países.

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