- A França, através da Direcção-Geral da Concorrência, Defesa do Consumidor e Controlo da Fraude (DGCCRF), multou a Shein em 16,7 milhões de euros e 5,8 milhões de euros, totalizando cerca de 22 milhões de euros.
- As sanções resultam de questões relacionadas com confirmação de encomendas, devoluções e informações sobre a qualidade ambiental da roupa.
- A Shein descreveu as sanções como desproporcionais e anunciou que vai contestá-las na íntegra.
- Em julho de 2025, a França já tinha multado a Shein em 40 milhões de euros por descontos enganosos; em março, houve uma tentativa de suspensão do marketplace, que foi rejeitada pelo Tribunal de Recurso de Paris.
- O escrutínio sobre a Shein em França intensificou-se desde novembro, com eventuais problemas anteriores relacionados com bonecas sexuais e armas proibidas no site; o ministro das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, afirmou que as ações devem continuar até alterarem as suas práticas ou saírem do mercado.
A França multou a empresa de fast-fashion Shein em cerca de 22 milhões de euros, após a Direção-Geral da Concorrência, Defesa do Consumidor e Controlo da Fraude anunciar duas sanções: 16,7 milhões de euros por questões relacionadas com confirmação de encomendas e 5,8 milhões de euros por problemas em devoluções e informações sobre a qualidade ambiental dos produtos. A empresa considera as sanções desproporcionais e afirmou que as contestará na totalidade.
Segundo a autoridade francesa, as péssimas práticas detectadas incidiam sobre o processamento de encomendas, informações aos consumidores e avisos ambientais. A defesa de Shein sustenta que os problemas tiveram origem em falhas técnicas, já resolvidas, e que não houve impacto direto nos clientes.
A decisão foi comunicada na quarta-feira (data indicativa no texto) no contexto de um escrutínio que já se estende desde novembro. Em julho de 2025, a França já tinha aplicado uma multa de 40 milhões de euros por descontos enganosos. Em março seguinte, autoridades tentaram suspender o marketplace da empresa, mas o Tribunal de Ressource de Paris rejeitou a medida.
A Shein, conhecida pelos preços baixos e pela oferta de vestuário, gadgets e acessórios, tem sido alvo de investigações em França. Desde Novembro, têm surgido descobertas relacionadas com produtos considerados inadequados para venda, levando o governo a manter pressão sobre a plataforma.
Serge Papin, ministro das Pequenas e Médias Empresas, reiterou, através das redes sociais, a intenção de enfrentar estas plataformas e de continuar a agir até que alterem as suas práticas ou saiam do mercado francês. A ordem pública de proteção ao consumidor continua a orientar as medidas regulatórias.
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