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Apoios para planos de liderança feminina permanecem em aberto

Concurso com fundos europeus financia projetos para reforçar a liderança feminina no mercado de trabalho, com dotação superior a cinco milhões de euros

Propostas devem visar mulheres trabalhadores
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  • Concurso público, até 12 de agosto, com fundos europeus, para financiar projetos que reforcem a liderança de mulheres no mercado de trabalho, reduzindo a segregação profissional, o gap salarial e aumentando a presença feminina em cargos de decisão.
  • Em Portugal, a subida a cargos de chefia coloca as mulheres em 30% das cadeiras e 17% na direção-geral; a disparidade salarial aumenta com o posto, com mulheres a receberem, em média, menos 760 euros por mês que os homens.
  • As propostas devem dirigir-se a mulheres trabalhadoras com habilitação de nível superior, pelo menos três anos de experiência e funções de coordenação, chefiando ou dirigindo; há previsão de alargamento de 10% para participantes sem experiência prévia em liderança.
  • Dotação global de mais de cinco milhões de euros; os projetos devem ser submetidos no Balcão dos Fundos por parceiros sociais com assento na Concertação Social e associações empresariais, visando capacitação técnica e eliminação de obstáculos ao acesso a cargos de direção, com promoção da igualdade remuneratória.
  • Ações previstas incluem coaching executivo, mentoria cruzada, networking, comunicação institucional e avaliação do projeto, com foco na liderança feminina e na mobilização empresarial.
  • Em 2022, mulheres com ensino superior auferiam 83 cêntimos por cada euro que os homens tinham, segundo dados da Universidade Nova SBE.

Desde a semana passada está aberto, até 12 de agosto, um concurso público com fundos europeus. O objetivo é financiar projetos que fortaleçam a liderança feminina no mercado de trabalho em Portugal, reduzindo a segregação profissional e o gap salarial.

A iniciativa visa aumentar a presença de mulheres em cargos de decisão e diminuir a diferença salarial entre géneros. Dados indicam que as mulheres ocupam apenas 30% das cadeiras, 17% nas direções-gerais, e ganham menos quando chegam a posições altas.

Os termos de participação especificam que as propostas devem apoiar mulheres trabalhadoras com qualificação superior, pelo menos três anos de experiência e funções de coordenação ou liderança. Há também uma abertura de 10% para participantes sem experiência prévia.

A dotação global supera os 5 milhões de euros, com submissões através do Balcão dos Fundos. Podem concorrer parceiros sociais com assento na Concertação Social e associações empresariais, comerciais e industriais.

Entre as ações previstas estão coaching executivo, mentoria cruzada, networking e avaliação de atividades, com foco na capacitação técnica e na eliminação de obstáculos à ascensão profissional.

Mulheres com ensino superior perdem mais dinheiro

Relatórios da Universidade Nova SBE indicam que, em 2022, as trabalhadoras com ensino superior auferiam menos dinheiro que os homens, recebendo 83 cêntimos por cada euro.

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