- A IATA afirma que não haverá escassez de combustível para aviação na Europa durante o verão, com disponibilidade considerada suficiente para a estação.
- A avaliação atual cobre um horizonte de quatro a seis semanas, com monitorização constante junto de fornecedores de combustível.
- Pode surgir pressão sobre os preços dos bilhetes se a crise energética se prolongar, especialmente no último trimestre do ano, quando se poderá considerar importar Jet A-1 dos Estados Unidos.
- O custo do combustível já representa entre quarenta por cento e quase metade dos custos operacionais das companhias, o que deverá provocar aumento dos preços dos bilhetes.
- A procura elevada dentro da Europa, aliada à capacidade de refinação de alguns países (ex.: Espanha) e às reservas obrigatórias da UE, ajuda a mitigar riscos de abastecimento neste verão.
O setor da aviação europeia não prevê escassez de combustível para o verão, mas antecipa pressões sobre os preços dos bilhetes. A avaliação atual aponta capacidade de abastecimento suficiente na Europa, segundo Rafael Schvartzman, vice-presidente regional da IATA.
A análise tem um horizonte de quatro a seis semanas, com monitorização constante junto de fornecedores. Em abril, a IATA chegou a admitir possíveis cancelamentos até maio face a constrangimentos e à conjuntura no Médio Oriente.
Avaliando as causas, o responsável lembrou que houve melhoria desde o início de maior incerteza, vinculada ao conflito no Médio Oriente. A distância em relação a esse cenário reduz o risco de falhas no abastecimento, para já.
Alternativas de abastecimento e reservas
A IATA aponta que alguns países europeus aumentaram a capacidade de refinação e que há reservas obrigatórias na UE. Espanha, por exemplo, surge como país bem posicionado para apoiar o abastecimento entre estados-membros.
A possibilidade de importar Jet A-1 dos EUA é considerada, especialmente se as avaliações indicarem dificuldades futuras. O envolvimento da EASA em orientar a utilização de Jet A-1 proveniente dos EUA também foi citado pelo responsável.
Impacto nos preços dos bilhetes e perspetivas
O peso do combustível nos custos operacionais subiu para além de 40%, com estimativas de 45% a 46% no futuro próximo. Parte do aumento pode ser mitigada por cobertura de risco, mas o efeito nos bilhetes é inevitável.
A procura elevada para destinos europeus também contribui para o repasse de custos. Muitos viajantes preferem rotas nacionais ou regionais em vez de longos voos para a Ásia.
Para quem já viaja, a IATA recomenda manter-se informado, confirmar o estado dos voos antes de se deslocar e preparar-se para terminais mais congestionados. O EES, novo sistema de registos digitais, pode aumentar tempos de fronteira.
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