- A inflação na zona euro subiu para 3,2% em maio, quarta subida consecutiva, acima de 3,0% em abril.
- Os preços energéticos continuam a impulsionar a inflação, com subida anual de 10,9% em maio, contra 10,8% em abril.
- A inflação subjacente acelerou para 2,5% e a inflação de serviços subiu para 3,5%.
- O BCE encontra-se preparado para agir, com perspetiva de subir as taxas na reunião de 11 de junho, possivelmente de 2,00% para 2,25%.
- Em Portugal, a inflação homóloga é de 3,1% em maio, quinta mais baixa entre os 20 países da zona euro.
A inflação na zona euro acelerou novamente em Maio, subindo de 3,0% para 3,2%. O Eurostat aponta que, além dos custos energéticos, outros bens e serviços contribuíram para o aumento. O BCE encara essa trajetória como sinal de pressão para subir juros.
A variação energética continua a ser a mais acentuada, com preços em Maio 10,9% acima de há um ano, face a 10,8% em Abril. Contudo, sinais de disseminação para outros bens sugerem pressões mais amplas no índice.
A inflação subjacente, que exclui energia, alimentos, tabaco e álcool, subiu de 2,2% para 2,5%. A inflação nos serviços também acelerou, passando de 3,0% em Abril para 3,5% em Maio. Esses dados elevam o risco de alvos persistentes.
O BCE prepara-se para agir. Indicadores indicam que uma subida de juros pode ser necessária caso as pressões se tornem mais persistentes. A próxima reunião do conselho está marcada para 11 de Junho.
Antes da divulgação, mensagens de membros do BCE já sinalizavam ajuste próximo. A representante alemã Isabel Schnabel afirmou que uma subida em Junho é provável, reforçando o cenário de aumento para 2,25%.
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, também indicou apoio a uma subida precoce, destacando que agir mais cedo pode ajudar a conter a inflação futura. O conselho reúne-se em breve para decidir.
Portugal registou Maio com inflação homóloga de 3,1%, entre as mais baixas da zona euro. Este valor coloca o país no grupo de economias com pressão moderada, destacando diferenças na composição das tarifas energéticas nacionais.
Entre os 20 países da zona euro, apenas Bulgaría tem inflação mais alta. A Lituânia e a Grécia seguem com valores elevados, enquanto Malta, Alemanha e França reportam índices abaixo ou perto de 3%.
Espanha apresentou aumento de 3,6% em Maio, apesar das medidas de mitigação energética. O saldo europeu mostra variações significativas entre Estados-membros, refletindo políticas públicas nacionais e estruturas de consumo.
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