- A Comissão Europeia vai criticar Itália por não ter uma estratégia industrial robusta e pelas disparidades entre Norte e Sul.
- Define recomendações para reduzir assimetrias regionais, reformar o sistema fiscal e dinamizar o mercado de capitais, previstas para divulgação a 3 de junho.
- Aidesa por parte da União visa aumentar a competitividade italiana e acelerar reformas, com foco no mercado de capitais e em uma política industrial mais coesa.
- A Comissão critica o regime fiscal italiano pela dependência excessiva da tributação sobre o trabalho e pela taxa única para trabalhadores independentes, considerando-o complexo e menos progressivo.
- Sugere tornar o sistema fiscal mais favorável ao crescimento sustentável, combatendo evasão fiscal e reduzindo despesas fiscais, incluindo IVA e subsídios prejudiciais ao ambiente.
A Comissão Europeia vai divulgar recomendações específicas para Itália, incluindo uma estratégia industrial, reformas fiscais e estímulo ao mercado de capitais. As propostas devem sair amanhã, 3 de junho, com foco em reduzir disparidades regionais.
Segundo o documento a que a Euronews teve acesso, a estratégia italiana é considerada fraca, com falta de prioridade a setores estratégicos e fragmentação de incentivos. O Norte e o Sul apresentam grandes diferenças de produtividade e infraestruturas defasadas.
A Comissão pretende ainda promover a mobilização de poupança e o crescimento dos mercados de capitais, para facilitar o financiamento de empresas e a inovação. A meta é reforçar a competitividade italiana na arena europeia.
Estratégia industrial
O texto critica a ausência de medidas de política claras e de uma governação integrada para a política industrial, apesar do livro branco Made in Italy 2030. A Comissão solicita uma estrutura de governação mais efetiva.
A relação entre políticas industriais, de infraestruturas e de investigação é apontada como deficiente, limitando a coordenação entre autoridades nacionais. A proposta envolve maior alinhamento entre áreas prioritárias.
Sistema fiscal
A Comissão enfatiza que o regime fiscal italiano depende excessivamente da tributação sobre o trabalho, o que pode frear o crescimento económico. Propõe reduzir dependência de fontes de receita menos prejudiciais ao crescimento.
Sugere transferir parte da carga para outras vias, com reforço à fiscalização e combate à evasão, além de reduzir despesas fiscais ligadas ao IVA e a subsídios com impactos ambientais.
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