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Brasil e Portugal fecham parceria em seguros contra riscos climáticos

Brasil e Portugal selam parceria em seguros contra riscos climáticos para ampliar cobertura, desenvolver produtos e fortalecer resiliência a eventos extremos

O Rio Grande do Sul enfrentou chuvas intensas, resultado das mudanças climáticas. Países não estão preparados para enfrentar catástrofes
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  • Brasil e Portugal fecham parceria entre CNSeg e a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) para desenvolver produtos, ampliar a cobertura e fortalecer a proteção frente a fenómenos climáticos extremos e riscos cibernéticos.
  • A cooperação envolve intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento conjunto de produtos e partilha de experiências regulatórias, com foco em adaptação climática, inovação e gestão de riscos.
  • O acordo surge num contexto de desafios semelhantes nos dois países, incluindo cheias, secas, incêndios e ondas de calor, que afetam populações, infraestruturas e cadeias produtivas.
  • O primeiro Fórum Brasil–Portugal de Seguros, realizado a 3 de maio em Lisboa, consolidou a agenda permanente de cooperação entre os mercados seguradores.
  • A parceria prevê ainda coordenação internacional futura, com metas para a COP31 e fortalecimento de mecanismos de proteção social e financeira, incluindo o seguro rural e soluções para consumidores.

Brasil e Portugal firmam parceria no setor de seguros contra riscos climáticos, com foco em ampliar a proteção de consumidores, empresas e produtores rurais. A cooperação envolve CNSeg e APS, representantes dos mercados seguradores de Brasil e Portugal, respectivamente. O objetivo é criar produtos mais adequados e fortalecer respostas a catástrofes climáticas e riscos cibernéticos.

Os dois organismos pretendem trocar conhecimentos, desenvolver produtos inovadores, partilhar experiências regulatórias e reforçar mecanismos de proteção financeira. O presidente da CNSeg, Dyogo Oliveira, afirma que a aliança facilita seguros ajustados às necessidades da população e projecta projetos conjuntos de adaptação climática e gestão de riscos.

A parceria surge num momento de aumento de eventos extremos que afetam infraestruturas, cadeias produtivas e comunidades vulneráveis, tanto no Brasil como em Portugal. Enchentes, secas, incêndios e ondas de calor são exemplos de fenómenos que impulsionam a necessidade de soluções de proteção mais robustas.

Agenda conjunta

A aproximação ganhou força na COP29, em 2024, e evoluiu para uma agenda permanente em 2025. Nesta fourth-feira, 3 de maio, realizou-se o primeiro Fórum Brasil–Portugal de Seguros, em Lisboa, promovido pela CNSeg e pelo Grupo Fidelidade com apoio da APS, no Técnico Innovation Center. O objetivo é aproximar lideranças, promover cooperação técnica e desenvolver soluções para riscos emergentes.

O Fórum visa acelerar a inovação e fortalecer a resiliência dos mercados, com compromisso de longo prazo para ampliar a coordenação internacional na COP31, este ano na Turquia. O papel estratégico do setor segurador na mitigação de impactos climáticos e na proteção social é enfatizado pelos organizadores.

Contexto e experiências

A cooperação decorre num quadro de maior preocupação global com as alterações climáticas. Dados recentes indicam impactos severos no Brasil, como enchentes, secas e incêndios que afetaram centenas de milhares de pessoas e geraram perdas significativas. Em Portugal, maio foi o mês mais chuvoso dos últimos 50 anos, seguido de períodos de calor extremo que elevam o risco de incêndios.

Especialistas destacam a necessidade de ampliar mecanismos de proteção financeira para o campo. Modelos de avaliação de risco estão a enfrentar a instabilidade climática, tornando-se menos previsíveis quando dependem apenas de dados históricos. O setor já observa alterações na forma como se definem prémios e coberturas.

A CNSeg tem igualmente participado de debates sobre políticas públicas, incluindo propostas de seguro social de catástrofe para ampliar a proteção da população. O avanço da agenda Brasil–Portugal também se apoia em experiências internacionais, como modelos de seguro contra desastres naturais integrados a serviços essenciais e políticas públicas que incentivem a cobertura privada.

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