- Produtores de cortiça dizem que a atividade já não compensa devido aos preços baixos pagos pela Corticeira Amorim, líder no setor.
- A empresa tem posição dominante na fileira e não cobre os custos de produção dos sobreiros nem a mão de obra usada na extração da cortiça.
- No Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça, surgem propostas como a constituição de um agrupamento de produtores.
- Também se debatem ideias para a criação de uma marca e de uma rota de promoção da cortiça.
Produtores de cortiça estão a abandonar a atividade devido aos preços pagos pela matéria-prima, que têm vindo a baixar. A Corticeira Amorim, com posição dominante no setor, não tem coberto os custos de produção dos sobreiros nem da extração da cortiça.
A notícia surge num contexto de reamostragem de custos e de competitividade no mercado. A queda de remuneração tem levado alguns produtores a reconsiderar a atividade.
No Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça, celebrado esta segunda-feira, estão em discussão respostas como a constituição de um agrupamento de produtores e a criação de uma marca e de uma rota turística associada ao setor.
Entre as razões apontadas, destacam-se a pressão dos preços por parte do principal grupo comprador e a necessidade de soluções coletivas para assegurar rendimentos estáveis aos produtores. A ideia é fortalecer a fileira e promover o valor da cortiça portuguesa.
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